INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
Comportamento SUD 1

ENTENDENDO O COMPORTAMENTO MÓRMON – parte 1
ATAQUE PESSOAL E DISSONÂNCIA COGNITIVA


Os mórmons geralmente são amaveis e buscam o aperfeiçoamento pessoal e familiar. Lutam pela manutenção da estrutura familiar e, muitos, de fato, buscam seguir a décima terceira regra de fé:


"Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens: na realidade, podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo - Cremos em todas as coisas e confiamos em todas as coisas, temos suportado muitas coisas e confiamos na capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável ou louvável, nós a procuraremos." 

Porém, este comportamento pode mudar de maneira assustadora. 

Geralmente, um SUD ao ser confrontado ou ler algo que vai contra suas crenças, assume uma postura extremamente “anti-cristã”: demonstra raiva extrema, exorta contra o demônio, e pior, tenta desmerecer, de todas as formas possiveis, as pessoas que oferecem tais informações. 

Não verificam o que está sendo exposto, não vão às fontes citadas, mas negam com um desespero e raiva surpreendentes, fabricando motivos mais esdrúxulos possíveis para o motivo da exposição e contra a veracidade desta.


Não é necessário ir muito longe: as respostas mórmons neste blog  mostram exatamente estas reações! Abaixo, estão listados os meios mais utilizados pelos mórmons frente à situação acima exposta: (veja AQUI tais táticas usadas)


1 – Atacam a pessoa que oferecem estas informações [30]
2 – Usam de dissonância cognitiva [10]
3 – Colocam-se como vítimas por pertencerem à uma religião [8]
4 – Mudam o foco do assunto [6]
5 – Ameaçam [3]
6 – Desafiam a pessoa à orar sobre a veracidade dos fatos (!) [3]
7 – Prestam seu testemunho pessoal [3]


Vejamos alguns pontos mais detalhadamente:


1 – ATAQUE PESSOAL




No Blog feito por Christhian Naranjo, um advogado, encontra-se o seguinte:


“Eu fico abismado quando leio um documento jurídico com textos ofensivos e vulgares. Textos com acusações falsas, ofensas pessoais. Textos com comentários debochados. E impressiona mais ainda quando vem de alguem que deveria ter, mais do que muitos outros, postura, acima de tudo, postura.


Não existe definição melhor que “uma estupidez desmedida, uma completa falta de educaçào e inteligencia” para esse ato de usar artificios baixos e desqualificados em defesa de um cliente.”


Substituo as palavras em negrito e o mesmo se aplica quando vejo as respostas mórmons:


“Eu fico abismada quando leio as respostas mórmons ofensivas e vulgares. Textos com acusações falsas, ofensas pessoais. Textos com comentários debochados. E impressiona mais ainda quando vem de alguem que deveria ter, mais do que muitos outros, postura, acima de tudo, postura.


Não existe definição melhor que “uma estupidez desmedida, uma completa falta de educaçào e inteligencia” para esse ato de usar artificios baixos e desqualificados em defesa da fé.”


Este artifício, de usar acusações falsas e ofensas pessoais é amplamente utilizado no mundo. E certamente, este artifício só é utilizado quando não há resposta para a questão em pauta.


Uma vez sem argumentos, o desmerecimento pessoal leva à uma falsa impressão de “vencer e calar” o opositor. Na realidade, para os esclarecidos, isto é exatamente o oposto.


Na Índia, onde as argumentações, especialmente religiosas, são frequentes desde séculos antes de Cristo, a postura é muito distinta. Os que se vountariam à troca de idéias, antes, buscam e lêem muito e preparam-se com conhecimento sobre os pontos que serão debatidos.


Interessante que, se um dos debatedores, em qualquer momento, usar de qualquer acusação pessoal contra o outro, o debate está terminado! E é fato que, se isso acontece, os argumentos lógicos acabaram.


Devemos estar mais conscientes do que falamos e ouvimos. Mantermo-nos focados e centrados nas arguições e não na vida pessoal de alguém requer prática, masnem todos estão dispostos a seguirem o caminho mais difícil, e agem apenas emocionalmente, perdendo-se completamente em suas idéias e usando de linguagem chula, fútil e desrrespeitosa.


2 – DISSONÂNCIA COGNITIVA


A teoria da dissonância cognitiva está preocupada com as relações entre cognições. A cognição é uma parte de conhecimento sobre uma atitude, uma emoção, um comportamento, um valor, etc. As pessoas possuem uma multiplicidade de cognições, e estas cognições formam relações irrelevantes, consoantes ou dissonantes entre si. (Veja mais detalhes em inglês AQUI). 

Tal como William Safire no New York Times (29 de dezembro de 2003) coloca:


“A cognição é um pouco de conhecimento ou crença. Quando uma cognição discorda de outra em nossa mente ... acontece um barulho estridente e desagradável. Para terminar com esta dissonância cognitiva ... mudamos a cognição fraca para que ela se adapte à mais forte. 

Por exemplo, [o conto] a raposa de Esopo, que não conseguiu alcançar um cacho de uvas, não importava quão alto ela pulasse. Uma das cognições da rapousa era que as uvas estavam deliciosas, a outra cognição era que ela não poderia obtê-las. Para resolver a dissonância cognitiva, a raposa se convenceu de que as uvas estavam verdes - e seguiu em frente facilmente.”


A dissonância cognitiva geralmente funciona de uma maneira mais complicada. Mas enquanto Esopo ilustrou a dissonância cognitiva, não revelou adequadamente a força primária que está sob ela - o medo.


Uma das noções centrais e esclarecedora do budismo é que a maioria dos males da humanidade são causados pela maneira que o medo ou desejo nos levam a tomar decisões imprudentes. Como o seguinte resumo de uma pesquisa mostra, esta visão antiga é notavelmente precisa. O "caminho do meio" de Buddha era o caminho que estavam entre o medo e o desejo e por isso ambos estavam fora do alcance. E já que uma boa parte do desejo é o medo de não obtermos o que mais desejamos, o medo é a emoção mais primitiva e eficaz


O conhecido caso de negação do casamentos onde a infidelidade é um problema ilustra isso. O esposo fiel geralmente é incapaz de ver a infidelidade, mesmo depois da maioria dos outros vê-la. Esta negação da realidade é, principalmente, por medo do cônjuge perder o relacionamento se os fatos em questão forem analisados. Quanto maior o medo, maior o centro de gravidade dissonante que irá aparecer e a negação será mais profunda – havendo, portanto a supressão da informação ameaçadora.


A psicologia relacionada com perfis de personalidade nos indica que nem todos são influenciados pelo medo e desejo da mesma forma. Em um estudo focado na questão do porque algumas pessoas são mais religiosas do que outras, foi determinado que o traço da personalidade chamado "abertura" correlaciona-se fortemente às tendências religiosas. A abertura é a inclinação para uma nova experiência, o oposto do dogmatismo.


Quanto mais "aberta" é uma pessoa, menor a probabilidade que ela seja influenciada pelo medo em qualquer situação, e menos provável que ela seja religiosa no sentido tradicional da palavra. Ou seja, é pouco provável que ela aceite a autoridade religiosa tradicional e a interpretação literal das Escrituras. E, claro, o oposto também é verdadeiro.


Assim, a imagem que aparece é que, em qualquer caso particular, a negação é uma função de duas coisas: primeiro, quão aberta à novas experiências é a pessoa em questão e, segundo, quão significativo é o medo sobre a informação e quão forte a negação deve ser criada.


Um mórmon fiél experimenta uma grande quantidade de medo se houver uma pequena  possibilidade de que sua experiência religiosa, e as relações familiares e sociais que se baseiam nessa fé são falsas. Este medo produz uma poderosa forma de dissonância cognitiva e, portanto, uma supressão de qualquer informação contrária às suas crenças. Devemos esperar que quanto mais fiel seja o mórmon, ele será menos capaz de ver a realidade da instituição que patrocina a sua fé religiosa e os efeitos que a fé tem sobre ele.


Por exemplo, há certamente um grande número de mórmons  que teme não estar com a família no Reino Celestial. Como  o medo e o desejo caminham lado a lado, os mórmons obedecem às regras impostas pela igreja, por mais estranhas e absurdas que possam parecer,  a fim de conseguirem o que querem e evitarem o que temem. Se, por outro lado, deixarem de acreditar na existência do Reino Celestial, a motivação para fazer muitas coisas simplesmente desaparece, pois o medo e o desejo já não existem mais.

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