INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
DOUTRINA - palavra sabedoria3

Abaixo, reproduzo duas reportagens sobre as vantagens do vinho (sempre usado com moderação)

ESTUDO DIZ QUE CONSUMO MODERADO DE VINHO ESTIMULA MEMÓRIA

Pesquisa contraria a crença popular de que a bebida ajuda a esquecer

Veja reportagem AQUI.

O consumo moderado de vinho, o equivalente a um ou dois copos ao dia, pode melhorar a memória, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Auckland divulgado nesta quinta-feira pela imprensa neozelandesa.

A pesquisa adverte, porém, que beber em excesso impede o desenvolvimento das células cerebrais e pode prejudicar a memória, embora em momentos emotivos reforce a lembrança. A pesquisadora Maggie Kalev, que participou do estudo, explicou que, "ao contrário da crença popular", a equipe descobriu que "uma quantidade de álcool estimula a lembrança de estímulos altamente emotivos, o que leva a pensar que é pouco provável que a idéia de beber para esquecer esteja certa".

Kalev, do departamento de ciências médicas e da saúde da Universidade de Auckland, acrescentou que as pesquisas "sugerem que beber em excesso reforça as memórias negativas".

O estudo, realizado com ratos, demonstrou que se requer a presença de um receptor no cérebro, denominado NMDA — N-metil-D-aspartato, abundante no sistema nervoso humano —, para que ocorra uma melhora na memória.

A pesquisadora acrescentou que novos estudos poderiam servir no desenvolvimento do tratamento de problemas da memória, como os causados pelo mal de Alzheimer.


Guia
Vinho e saúde. 
Os fatos

Pesquisas realizadas no mundo inteiro atestam que o vinho faz bem ao coração. A bebida já é recomendada por entidades importantes, como a American Dietetic Association, e entrou no cardápio de hospitais conceituados, como o da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. 

Trabalhos recentes indicam que os benefícios vão além da redução de riscos cardíacos. "A cada momento se descobre no vinho uma nova propriedade positiva para a saúde", diz André Souto, químico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que há seis anos investiga os segredos da bebida. 

Composto de aproximadamente 400 substâncias, o vinho é capaz de aumentar o bom colesterol, evitar a oxidação das células, reduzir a formação de placas de gordura nas veias, dilatar os vasos e melhorar a circulação. 

Há estudos que indicam ainda a possibilidade de eficácia contra vírus, bactérias, alguns tipos de câncer, doenças degenerativas e males decorrentes do envelhecimento. Sabe-se que o vinho contém cerca de 200 compostos fenólicos, substâncias que agem como antioxidantes e antiinflamatórias. A mais importante delas é o resveratrol (veja texto).

Análises feitas nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca concluíram que quem bebe vinho tinto com regularidade reduz em 35% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. 

Os primeiros indícios sobre a eficiência da bebida contra doenças do coração datam do início do século XIX. Autópsias realizadas na época mostravam que a população francesa tinha menor incidência de artérias obstruídas com gordura. A constatação intrigava os médicos, que já então começavam a relacionar doenças do coração com manteiga, cremes e queijos gordos e outros ingredientes usados com fartura na culinária da França. 

Essa questão ganhou o nome de "paradoxo francês" e em sua solução se estabeleceu a conexão entre coração saudável e consumo diário – e comedido – de vinho. 

Para aproveitar as virtudes da bebida é útil saber como ela age no organismo e quais tipos de vinho oferecem mais benefícios. Os quadros a seguir contribuem para essa compreensão.
 
A supersubstância
André Fortes

O maior candidato a receber os méritos da boa performance dos tintos no corpo é um antibiótico natural chamado resveratrol, produzido naturalmente pela videira para proteger os cachos de uva contra os fungos e a umidade. 

Em experiências com a molécula de resveratrol isolada, os efeitos benéficos vão ainda mais longe. 

"Ele inibe o desenvolvimento de tumores, protege os neurônios, é um forte antioxidante, combate vírus e é um potente antiinflamatório", 

enumera André Souto, químico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 

Segundo um estudo publicado na revista Nature, o resveratrol aumentou a longevidade de leveduras, vermes e moscas em 70%. Os cientistas acreditam que, no futuro, o potencial seja aplicado a humanos.

Como o resveratrol é resultado de um sistema de proteção da planta, quanto mais agressivo o ambiente em que ela é cultivada, maior a quantidade de moléculas presentes na uva. 

Encontrado principalmente na casca e nas sementes das uvas, o resveratrol quase não aparece nos brancos e espumantes, feitos apenas com a polpa da fruta. 

Para escolher a bebida pela quantidade de resveratrol, deve-se dar preferência aos tintos franceses feitos com uva tannat, safra de 1997 – aquela em que se encontrou o máximo da substância. 

A informação consta de um estudo brasileiro que analisou vinhos das dez principais regiões produtoras do mundo. Eis o ranking das uvas e países que produzem vinhos com mais resveratrol, segundo a pesquisa:

Os múltiplos efeitos 
 
A dose diária admitida pelos médicos para ter os efeitos benéficos do vinho é de duas taças para os homens e uma para as mulheres

As pesquisas mostram que esse consumo moderado diminui sensivelmente a mortalidade tanto em relação aos abstêmios quanto na comparação com os que exageram nas doses. 

A seguir, as principais linhas de pesquisa que apontam benefícios relacionados a substâncias presentes nas uvas escuras: 
 
Doenças cardiovasculares

Uma dieta rica em gorduras gera a formação de placas que atrapalham a circulação sanguínea e podem causar, entre outros problemas, o infarto. Estudos indicam que os flavonóides são capazes de evitar a formação dessas placas, além de aumentar a elasticidade dos vasos e diminuir a formação de coágulos.
Cegueira
 
Ao favorecer a circulação sanguínea, o vinho acaba prevenindo a doença chamada degeneração macular, principal causa de cegueira entre as pessoas com mais de 65 anos.
Úlcera duodenal
 
O ferimento da parede interna do intestino é causado principalmente pela ação da bactéria Helicobacter pylori. A ingestão controlada de álcool tem ação bactericida e pode reduzir a proliferação desses microrganismos.
Demência e Alzheimer
 
Ainda não há explicações claras para o mecanismo e as causas do Alzheimer, mas algumas doenças degenerativas do cérebro estão associadas ao envelhecimento das células nervosas. Os flavonóides agem contra esse processo.
Câncer
 
Uma pesquisa feita pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, de Seattle, indicou que o consumo moderado de vinho leva a uma diminuição de 6% no risco relativo de desenvolvimento de câncer de próstata.
 
Por dentro da taça
Montagem sobre fotos de Thomas Kremer

O
vinho contém vitaminas, sais minerais, enzimas e aminoácidos. Mas as quantidades não são suficientes para fazer da bebida a melhor fonte desses nutrientes. 

O lado saudável do vinho está nos compostos fenólicos, um grupo de substâncias capazes de deter o efeito prejudicial dos radicais livres – responsáveis pelo processo de envelhecimento e conseqüente desencadeamento de muitas doenças degenerativas. 

Os antioxidantes podem ser encontrados também em outros alimentos, mas o vinho os supera.

Na quantidade de antioxidantes, uma taça de vinho tinto (150 ml) equivale a:
 
Poucas doses, muitos benefícios
André Perazzo

O
s especialistas advertem que o mesmo vinho considerado preventivo para problemas cardíacos pode, em caso de maus hábitos, tornar-se uma ameaça à saúde. 

O consumo exagerado – além de uma ou duas taças por dia – pode causar cirrose hepática em dez anos e está relacionado ao desenvolvimento de câncer no sistema digestivo e até a doenças cardiovasculares. 

Assim como os menores devem manter distância do álcool por questões legais e porque não há comprovação de efeitos positivos com o consumo precoce, também se aconselha abstinência a gestantes, indivíduos com tendência ao alcoolismo ou portadores de diabetes descompensado, doenças cardíacas já diagnosticadas e problemas hepáticos. 
São casos em que o risco é maior do que qualquer benefício.


Outro medo dos cientistas é que o vinho possa ser confundido com um remédio, acabando por agravar problemas que precisam de tratamento específico. 

O vinho deve ser considerado complemento de um estilo de vida moderado e saudável. Ele não cura problemas decorrentes de causas convencionais das doenças cardiovasculares, como obesidade, tabagismo, sedentarismo e stress. 

Consultar o médico sobre o consumo de vinho é o primeiro passo para, eventualmente, fazer dele um aliado da boa saúde.
 
Pode ser suco de uva?
Luis Gomes de Souza

O
suco de uva não tem uma concentração tão alta de resveratrol e flavonóides quanto o vinho tinto

Isso acontece por dois motivos.

Primeiro, porque os sucos são produzidos com uma variedade diferente de uva, com menor concentração de resveratrol. 

Depois, porque o processo de fermentação do vinho faz com que o líquido passe muito mais tempo em contato com as cascas e sementes, nas quais estão 93% dos compostos fenólicos. 

Além disso, o envelhecimento do vinho faz com que as substâncias se combinem e dêem origem a outros flavonóides. Mas o suco também faz bem à saúde, sem o inconveniente do álcool. 

Uma pesquisa realizada no Instituto do Coração (Incor), de São Paulo, mostrou que a eficácia do suco contra as placas de gordura depositadas nas artérias é apenas 9% menor que a do vinho. 

"É possível trocar as duas taças diárias de vinho por dois copos grandes do suco para ter os mesmos efeitos", diz o cardiologista Protásio Lemos da Luz, do Incor. "Isso indica que não é o álcool que tem importância decisiva na ação."
 
Também em cosméticos
 

Na região de Bordeaux, na França, nasceu um modismo da cosmetologia e da estética: a vinhoterapia. Estudos da Faculdade de Farmácia de Bordeaux mostraram que os polifenóis presentes nas sementes e na casca da uva e os flavonóides do vinho tinto teriam poder antioxidante muito superior ao das vitaminas C e E, largamente utilizadas nos cosméticos. 

Por essa razão, seriam excelentes aliados no tratamento antienvelhecimento da pele, evitariam o desgaste dos fios de cabelo e teriam efeito estimulador sobre a microcirculação periférica e de proteção das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. 

Eis alguns produtos de beleza que contêm substâncias provenientes do vinho e da uva.

Fotos divulgação

Hidratante corporal Soin Nourissant, Caudalie, com polifenóis da uva. 107 reais.
Ação: antienvelhecimento da pele.



Gel para banho e hidromassagem Vinhoterapia Aromas Naturais. 29 reais.
Ação:
revigora o corpo e estimula a microcirculação sanguínea.



 
Hidratante em gel Vinéfit Cool, Lancôme, com água de uvas. 141 reais.
Ação: preserva a pele da ação de agressores externos, como a radiação ultravioleta e a poluição.



 
Óleo vegetal de semente de uvas Originallis. 37 reais.
Ação: reduz consideravelmente a perda de água pela pele, mantendo a hidratação.

Editado por Eduardo Burckhardt.
Colaborou Roberta Faria e Tatiana Schibuola
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