INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
JS 3 - citações

O CAÇADOR DE TESOUROS - citações

Durante o julgamento de Joseph Smith, ele e várias testemunhas foram interrogadas.  Ainda, após o lançamento da primeira edição do livro de mórmon,  várias declarações foram feitas sobre Smith e sua família.

Aqui citaremos algumas delas:

Durante o julgamento (ver maiores detalhes AQUI), Joseph respondeu ao tribunal que ele:

“parte do tempo estava empregado procurnado minas” e que  “ele tinha uma certa pedra, que ele ocasionalmente olhava, para determinar onde os tesouros escondidos em caixas sob a terra estavam; que ele professara dizer, desta forma, onde as minas de ouro estavam” [1]

Testificando em benefício de Joseph, Stowell disse que Joseph foi, de fato, empregado por ele para procurar por dinheiro enterrado através de uma certa pedra, 
“e que ele positivamente sabia que o prisioneiro [Smith] podia dizer e professava a arte de ver tesouros valiosos através daquela pedra” [2].

Stowell continuou, dizendo que eles “não encontraram exatamente o dinheiro, mas sim um pedaço de metal que se parecia com ouro” [3]
  
Stowell testemunhou que Joseph havia dito que o tesouro 
“estava em certa raiz de um toco, a 5 pés da superfície da terra e que seria do formato de uma pena; que disse que Stowell e o prisioneiro começaram a cavar , encontraram uma pena mas o dinheiro havia sumido; que ele [Joseph] supôs que o dinheiro havia afundado”. [4]

Várias testemunhas, incluindo os irmãos de Stowel, Horace e Arad, testificaram contra Joseph. Horace Stowel testemunhou que 
“ele via o prisioneiro olhar dentro do chapéu, na superfície da pedra, fingindo dizer onde a caixa de dólares estava enterrada”. [5]

Jonathan Thompson testificou que ele presenciou Joseph procurando por uma caixa de dinheiro uma noite, dizendo:
 “... que Smith olhou em seu chapéu, e quando estava muito escuro, e disse como a caixa estava situada. Após cavarem vários pés, bateram em alguma coisa parecida com uma placa... O prisioneiro não olharia novamente, fingindo que estava alarmado, e finalmente, quando ele olhou,  para explicar as circunstâncias em que a caixa fora enterrada, tudo veio à sua mente; que a última vez que ele olhou, ele descobriu dois índios que enterraram a caixa; que uma disputa furiosa aconteceu entre eles, e que um dos indios foi morto pelo outro, e jogado no buraco ao lado da caixa, para supostamente guardá-la. Thompson diz que ele acredita na capacidade professada pelo prisioneiro; que a placa que eles bateram com a enxada era provavelmente a caixa, mas, por causa do encantamento, a caixa mantinha a mesma distância deles”. [6]

Os registros do julgamento concluíram: “E a corte julga o réu culpado”[6]

Seguindo a publicação do livro de mórmon, em 1830, mais de 100 vizinhos de joseph de Palmyra e Manchester fizeram declarações relacionadas com sua busca de tesouros. A seguir, encontram-se partes destas declarações:

Peter Ingersoll testificou que ele conhecia os Smiths como vizinhos desde 1822, e que 
“a ocupação principal da família era cavar por dinheiro. Eu frequentemente era convidado a me unir ao grupo, mas sempre declinava... Joseph Sen. Me disse que a melhor hora para cavar era no calor do verão, quando o calor do sol fazia com que as caixas de dinheiro subissem próximas à superfície da terra”.[ 7]

William Stafford testemunhou que ele conhecia a família Smith desde 1820, porque eles viviam uma milha e meia de distância. Ele disse:

“Uma grande parte do tempo deles era direcionada para cavar por dinheiro, especialmente durante a noite, quando eles diziam ser mais fácil de obter o dinheiro. Eu ouvi deles contos maravilhosos a respeito das descobertas que eles fizeram nessa ocupação peculiar de escavação. Eles diriam, por exemplo, que em tal lugar, em tal colina, em certa fazenda de certo homem havia depósitos de chaves, barris e containers de moedas de ouro e prata – barras de ouro, imagens douradas, potes cheios de ouro e prata, candelabros de ouro, espadas, etc etc... Joseph Jr havia descoberto alguns tesouros muito impressionantes e valiosos, que poderiam ser achados de uma forma.”[8]

Willard Chase testemunhou que conhecia a família Smith desde 1820. 
“Naquela época, eles estavam engajados nos negócios de escavar para encontrar dinheiro, o que fizeram até a última parte da estação de 1827” [9]

Isaac Hale, sogro de Joseph, testemunhou que ele conhecia Joseph desde novembro de 1825.
 “Ele estava, nessa época, empregado com um grupo de homens chamados “cavadores de dinheiro”; e sua ocupação era de ver, ou fingir ver, através de uma pedra colocada em seu chapéu, e seu chapéu colocado fechando toda sua face. Desta forma, ele fingia descobrir minerais e tesouros escondidos”. [10]

Joseph Capron testemunhou que 
“a família dos Smith tinha Joseph Jr em grande estima por causa de algum tipo de poder sobrenatural, que ele supostamente possuía. Este poder ele fingia receber por meio de uma pedra de qualidade peculiar. A pedra era colocada em um chapéu, de forma a excluir toda a luz, exceto aquela emanada pela própria pedra. A luz da pedra, fingia ele, permitia que ele visse qualquer coisa que quisesse. De acordo com ele, fantasmas, espíritos infernais, montanhas de ouro e prata e muitos outros incontáveis tesouros estavam depositados na terra”. [11]

Em 1826, Joseph abandonou a prática de caçar tesouros, mas manteve suas pedras mágicas. Durante esse período, de 7 anos, nenhum tesouro foi encontrado, e quendo ele anunciou que havia achado placas de ouro, seus vizinhos ficaram céticos. Quem acreditaria que esse adolescente caçador de tesouros receberia revelações de anjos, encontraria placas de ouro, se estabeleceria como profeta e emergeria como um lider de uma nova religião?


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Notas:
1 - Fawn, M. Brodie. No Man Knows my History (New York: Vintage Books, 1995). Apendix  A, Court Record – State of New York vs Joseph Smith, p. 427
2 - Ibid, p. 428
3 - Ibid, p. 428
4 - Ibid, p. 428
5 - Ibid, p. 428
6 – Ibid, p. 428-429
7 – Ibid, Sworn Statement of Peter Ingersoll, p. 432
8 – Ibid, Sworn Statement of William Stafford, p. 434.
9 – Ibid, p. 434-435
10 – Ibid, p. 438-439
11 – Ibid, p. 437.

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