INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
LdM - as testemunhas

Ao "traduzir" o livro de mórmon, Joseph Smith supostamente teria mostrado a fonte (as placas de outro) para algumas testemunhas.


Os mórmons insistem em garantir a veracidade das 3 testemunhas principais e das 8 testemunhas adicionais que atestam a autenticidade do Livro de Mórmon, tal como recebido por Joseph Smith Jr. no final da década de 1820. 

Os mórmons afirmam que houve 3 testemunhas principais, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, que viram as placas que contêm o registro do Livro de Mórmon traduzido por Joseph Smith Jr., bem como os caracteres nelas gravados. É o que consta das primeiras páginas do Livro de Mórmon, onde está registrado também o depoimento de 8 familiares de Smith Jr. e Whitmer, alegando que teriam visto o livro das placas "com aparência de ouro", bem como os caracteres gravados. São eles: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Jr., John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith Senior, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. 

A repetição dos sobrenomes Whitmer e Smith não é acidental. Como em qualquer processo judicial que se preze, em qualquer nação civilizada, o depoimento de familiares, dada a parcialidade, pode servir no máximo como informação a quem julga, mas nunca como testemunho oficial, vamos nos concentrar nas 3 testemunhas principais.

Oliver Cowdery

olivercowderyOliver Cowdery era parente distante de Joseph Smith Jr., embora só tenham constatado este dado quando se encontraram pela primeira vez. 

Nascido em 1806, era membro da Igreja Congregacional em Poultney, Vermont, onde era pastor Ethan Smith, que apesar do sobrenome não tinha nenhum parentesco com Joseph Smith Jr. 

A importância de Ethan nessa história é que ele escreveu o livro "View of the Hebrews" (1823), em que especulava sobre a origem hebraica dos índios americanos, e Cowdery estava ciente disto. Qualquer semelhança com o Livro de Mórmon (1830) pode até não ser coincidência, mas muitos estudiosos não-mórmons dizem que paira uma certa suspeita no ar sobre a influência de Cowdery na versão final do Livro de Smith Jr. (veja mais detalhes AQUI)


Em 5 de abril de 1829, Cowdery encontrou Smith pela primeira vez, ocasião em que se descobriram parentes distantes e este último contou-lhe que havia encontrado as placas douradas. 

Os dois tinham também em comum o fato de serem aventureiros e caçadores de tesouros e de gostarem de usar bolas de cristal para adivinhações quando mais jovens. Smith havia parado a tradução das placas douradas, em função do desaparecimento das 116 primeiras páginas que estavam em poder da outra futura testemunha, Martin Harris. 

Após o encontro de Smith com Cowdery, este funcionou inicialmente como escriba das traduções daquele, e, segundo alegou, até tentou traduzir algumas placas, mas não conseguiu. O trabalho de ambos foi tão rápido que durou menos de 2 meses para finalizar a tradução. Segundo também alegaram, Cowdery ainda participou de algumas visões de Smith, tendo sido ambos batizados pelo próprio João Batista, além de terem visto Pedro, Tiago e João transfigurados (ainda segundo suas versões).

Organizaram a "Igreja de Cristo" em 6 de abril de 1830, sendo que a Cowdery coube o título de "Segundo Elder" (o primeiro, obviamente, era Smith). Entretanto, já a partir de 1831, Sidney Rigdon passa a suplantá-lo na hierarquia mórmon. 

Em 1832, Cowdery se casa com Elizabeth Ann Whitmer, que, como o sobrenome supõe, era filha e irmã de vários Whitmers que formaram parte das 8 testemunhas restantes do Livro de Mórmon, além da outra testemunha principal, David Whitmer (seu irmão). 

Tudo ia bem até 1838, quando os dois élderes entraram em rota de colisão, em função de disputas financeiras (Smith e Rigdon estavam envolvidos na falência da Kirtland Safety Society, e, por isso, tinham se mudado para Far West, Missouri, fugindo dos credores e da justiça, além de terem sido expulsos da igreja de Kirtland), da questão da separação entre igreja e Estado, e principalmente do caso que Smith estava tendo com Fanny Alger, uma empregada adolescente de sua própria casa, e que muitos acreditam ter sido a "primeira segunda esposa" de Smith, numa prática polígama a que Cowdery se opunha. 

Como tinha o apoio da família Whitmer, tanto Cowdery como seus aparentados foram excomungados da Igreja de Smith em 12 de abril de 1838, sendo que outra das 8 testemunhas, Hiram Page, sofreu a mesma pena. Naquele dia, duas das três testemunhas principais e cinco das oito testemunhas acessórias foram excluídas da igreja de Smith. Ficaram conhecidos como "os dissidentes". 

Cowdery e os Whitmer ficaram morando perto de Far West por mais dois meses, mas uma pregação de Sidney Rigdon em 17 de junho de 1838 - que passou à história mórmon como o "Sermão Salgado" ("Salt Sermon") -, dizendo que eles eram o sal que havia perdido o sabor e, portanto, deveria ser pisado, foi entendido por eles como uma real ameaça de morte por parte dos danitas, que formavam uma espécie de braço armado dos primeiros mórmons para lutarem contra todos os que os ameaçavam.

Cowdery foi estudar Direito em Tiffin, Ohio, onde se destacou na política local. Após a morte de Smith Jr. em 1844, ele reconheceu James J. Strang como sucessor do "profeta" (da igreja mórmon Strangita - veja mais detalhes AQUI), mas em 1848 ele pediu para se encontrar com Brigham Young e pediu reconciliação com a igreja de onde havia sido expulso 10 anos antes, tendo sido rebatizado em 12 de novembro de 1848. 

Algumas curiosidades sobre Oliver Cowdery:  

1. Após sua excomunhão da igreja mórmon, Oliver Cowdery se juntou à igreja metodista.  


2. Oliver Cowdery foi o segundo Élder da igreja, frequentemente chamado de “segundo Presidente”. Amigo inicial de Joseph Smith, ele foi o escriba do Livro de Mórmon, presente na “Restauração do Sacerdócio” e mais perto da "verdade" do que qualquer homem. (Pérola de Grande Preço, JS 2:72-76)  

3. Porém, em 1838 em Kirtland, Oliver confrontou Joseph Smith com a acusação de adultério com Fanny Alger, por mentir e ensinar falsas doutrinas. (Carta Privada para Irmão, Warren Cowdery, por Oliver Cowdery, 21 de janeiro de 1838)  

4. Joseph Smith negou e acusou Cowdery de ser um mentiroso. (História da Igreja, vol. 3 pp. 16-18 e Elder's Journal, Joseph Smith, julho de 1838.)  

5. Os registros da igreja agora provam que Fanny Alger foi a primeira “esposa espiritual” de Smith. Oliver estava falando a verdade. (Historical Record, 1886, vol. 5, pág. 233)  

6. Oliver Cowdery foi publicamente acusado por Joseph Smith e líderes mórmons por radultério, roubo, mentira, perjúrio, falsificação e ser o líder de uma quadrilha de “patifes do mais baixo grau ” e de ter “se unido à uma quadrilha de falsificadores, ladrões, mentirosos e trapaceiros”(Senate Document 189, 15 de fevereiro de 1841, pp. 6-9 e Comprehensive History of the Church, B. H. Roberts, vol. 1, pp. 438-439)  

7. Cowdery foi excomungado por acusar o profeta e por todos os outros “crimes”. (História da Igreja, vol. 3, pp. 16-18) 

8. Depois de unir-se à igreja Metodista, ele negou o Livro de Mórmon (Times and Seasons, vol. 2, p. 482 e Improvement Era, Jan. 1969, p 56 e "Oliver Cowdery-The Man Outstanding," Joseph Greehalgh, 1965, pág. 28)

9. Em 1841 os mórmons publicaram um poema que dizia “ou o Livro de Mórmon não é sua palavra, porque foi negado por Oliver”. Seasons and Times, Vol 2, p482.
["Or prove that Christ was not the Lord
Because that Peter cursed and swore?
Or Book of Mormon not his word
Because denied, by Oliver?"]


10. Cowdery confessou publicamente sua envergonha por sua ligação com o mormonismo. (A Verdadeira Origem do Livro de Mórmon, Charles Shook, 1914, pp. 58-59)  

11. Joseph Smith listou Oliver Cowdery entre os “muito maus para serem mencionado e gostaríamos de tê-los esquecidos”. (História da Igreja, vol. 3:232)

12. Enquanto a igreja mórmon afirma que retornou à igreja em 1848, (Historical Record, 1886, vol. 5, pág. 201) eles também o acusaram depois daquele ano, por tentar “reerguer novamente o Reino” com o apóstata, William E. McLellin. (A fronteira mórmon, Diário de Hosea Stout, vol. 2, pág. 336)  

13. Oliver Cowdery afastou-se novamente da igreja, apenas após algumas semanas. Mais tarde, ele faleceu na casa de David Witmer, que afirmou que Cowdery morreu acreditando que Joseph Smith era um profeta decaído e que  o livro  Doutrinas e Convênios continha falsas revelações. ("An Address to All Believers in Christ," 1887, pages. 1, 2).

A causa de sua morte,  em 3 de março de 1850, foi tuberculose. Assim, uma das testemunhas principais do Livro de Mórmon passou mais tempo fora da igreja do que dentro dela, tendo sido excomungado por iniciativa do próprio Joseph Smith Jr.

David Whitmer


Nascido em Harrisburg, Pennsylvania, em 7 de janeiro de 1805, David Whitmer se mudou para Fayette, New York, no começo da década de 1820. 

Tendo feito uma viagem a Palmyra, no mesmo Estado, em 1828, encontrou seu amigo Oliver Cowdery, e este lhe falou, algum tempo depois, sobre as placas douradas de Joseph Smith. Trouxe a família de seu pai para viver também em Palmyra, e foi batizado em junho de 1829, antes da organização da igreja por Smith em 1830. 

Whitmer alegou que, junto com Smith e Cowdery, teve uma visão do anjo apresentando as placas douradas, e a "igreja de Cristo" foi organizada na casa de seu pai, Peter Whitmer, em Fayette, conforme Smith disse, mas depois desmentiu, dizendo que o local de fundação havia sido Manchester, NY. 

Após sua excomunhão, de seu cunhado Cowdery, e de sua família, Whitmer teve que mudar-se da região de Far West, onde tinha grandes propriedades de terra, para fugir dos danitas, e assim encontrou refúgio em Richmond, também no Missouri. Mesmo assim, recorreu aos não-mórmons para recobrar o direito às suas terras de onde Smith os havia expulsado, e chegou a dizer o seguinte:

"Se vocês acreditam no meu testemunho ao Livro de Mórmon, se vocês acreditam que Deus falou a nós, as três testemunhas, com a sua própria voz, então eu lhes digo que em Junho de 1838, Deus falou comigo de novo com sua própria voz vinda dos céus e me disse para 'separar-me do meio dos Santos dos Últimos Dias, porque o que eles procuravam fazer comigo então eu deveria fazer com eles'."
David Whitmer (Address to all believers in Christ, p27, 1887)

Curioso, não? Se o testemunho de Whitman é essencial para a validade do Livro de Mórmon, por que duvidar deste outro testemunho, em que ele lhe disse para separar-se dos santos dos últimos dias?

Após o assassinato de Smith Jr. em 1844, muitos mórmons se lembraram da antiga ordenação de Whitmer para ser sucessor de Smith, em 1834. Valendo-se deste precedente, alguns admiradores de Whitmer fundaram a "Igreja de Cristo" whitmerita, em Kirtland, Ohio, mas Whitmer negou-lhes apoio, pelo que a nova igreja não durou muito. 

Entretanto, em 1876, Whitmer buscou esta referência do passado para fundar a segunda "Igreja de Cristo" whitmerita, que passou a seu sobrinho após sua morte em 25 de janeiro de 1888, sendo que a igreja durou até a década de 1960. 

Algumas curiosidades sobre David Whitmer: 

1. David Whitmer pertenceu a pelo menos três grupos separatistas mórmons em momentos diferentes, mas ele morreu rejeitando a Igreja SUD e seu sacerdócio.  
 
2. Como Martin Harris, David Whitmer depois testemunhou que que ele não viu as placas literalmente com os olhos: ele disse que ele viu as placas com “os olhos da fé” dadas por um anjo. (Palmyra Reflector, 19 de março de 1831)  
 
3. David Whitmer mudou sua história sobre ver as placas e depois disse que as encontrou em um campo. Disse a Orson Pratt que elas estavam em uma mesa com todos os tipos de placas de metal, placas de ouro, a Espada de Labão, o ‘peitoral’ e o Urim e Tumim. (Millennial Star, vol. XL, pp. 771-772)  - veja as incríveis similaridades com um conto AQUI.
 
4. Durante o verão de 1837, enquanto em Kirtland, David Whitmer ficou leal a uma profetisa (como Martin e Oliver) que usava uma pedra de vidente preta e dançava em ‘transe’ (Esboços Biográficos, Lucy Smith, pp. 211-213)  
 
5. Foi o começo do fim para ele. Isto veio em 1847, em sua declaração para Oliver que ele (Whitmer) seria o Profeta da Nova Igreja de Cristo e Oliver, um conselheiro. (Carta para Oliver Cowdery, por David Whitmer, 8 de setembro de 1847, impresso na "Ensign of Liberty," 5/1848, pág. 93,; também veja "Ensign of Liberty," 8/1849, pp. 101-104)  
 
6. Enquanto isso, ele foi excomungado e atacado. Sua família e a de Oliver foram levadas às ruas e roubadas pelos mórmons enquanto Whitmer e Cowdery estavam tentando arranjar um lugar para fugir. (John Whitmer's History of the Church, Modern Microfilm, SLC, p. 22)
 
7. Amaldiçoado por líderes como Sidney Rigdon, David Whitmer foi denunciado pelo Profeta Joseph Smith como uma “besta muda para montar” e “um asno para relinchar maldições em vez de bênçãos”. (História da Igreja, vol. 3, p 228). 

Embora aparentemente tenha mantido seu testemunho a respeito do Livro de Mórmon, Whitner, talvez por ter sido o mais longevo das testemunhas, foi o que deu mais entrevistas, e em muitas delas apontava dados desencontrados, ou dizia que havia sido mais uma "impressão" do que propriamente uma "visão". Não ficava claro se tinha de fato visto as placas com seus olhos naturais. O fato é que ele também viveu a maior parte da sua vida longe dos mórmons.

 

Martin Harris, "O Iníquo"

martinharrisMartin Harris era o mais velho das 3 testemunhas principais, e o único, entre o "profeta" e as testemunhas, que não tinha parente entre os 8 informantes acessórios. 

Havia nascido em 18 de maio de 1783, em Eastown, NY. Pouco se sabe da juventude de Harris, mas algumas pessoas dizem que ele tinha algumas visões estranhas. Uma delas era a de Jesus na forma de um cervo, que havia conversado por ele, acompanhando-o por 3 milhas

Em Palmyra, Harris conheceu Smith, que lhe contou sobre as placas douradas que revelavam segredos de uma antiga civilização ameríndia. 

Além de servir por algum tempo como escriba de Smith, Harris também o patrocinava, e pedia cópias dos caracteres das placas para certificar-se de sua autenticidade. 

Certa vez, pediu a Smith 116 páginas do manuscrito para mostrar a sua esposa, Lucy, e outras pessoas, levou-as para casa, e elas desapareceram. O trabalho de Smith foi obrigado a parar, e somente com a ajuda de Cowdery ele pode retomá-lo. 

Apesar do acontecido, Harris continuou a apoiar Smith financeiramente, mas o "profeta" fala o seguinte a respeito deste acontecimento:

Revelação dada a Joseph Smith, o Profeta, em Harmony, Estado da Pensilvânia, em julho de 1828, referente à perda de 116 páginas do manuscrito traduzido da primeira parte do Livro de Mórmon, chamada Livro de Leí. O Profeta havia permitido, com relutância, que essas páginas passassem de sua custódia à de Martin Harris, que servira por pouco tempo como escrevente na tradução do Livro de Mórmon.
"9 Eis que tu és Joseph e foste escolhido para fazer a obra do Senhor, mas por causa de transgressão, se não ficares atento, cairás.
10 Lembra-te, porém, de que Deus é misericordioso; portanto arrepende-te do que fizeste contrário ao mandamento que te dei e és ainda escolhido; e és chamado à obra outra vez;
11 A não ser que faças isso, serás abandonado e tornar-te-ás como os outros homens e não mais terás o dom.
12 E quando entregaste aquilo que Deus te deu visão e poder para traduzir, entregaste o que era sagrado nas mãos de um homem iníquo"
"Doutrina e Convênios – Seção 3"


Assim, se Joseph Smith fosse realmente profeta, Deus lhe teria dito que uma das 3 testemunhas principais, Martin Harris, era um homem iníquo, que havia desaparecido com 116 páginas de sua suposta tradução. Ora, como é que Smith pode apresentar uma testemunha que o próprio Deus, segundo afirma no seu ofício de "profeta", diz ser "iníquo"?

Martin Harris admitiu que a história oficial das três testemunhas não é acurada. Ele disse:

"Eu nunca vi as placas de ouro, apenas [as vi] num estado de transe ou de visão. Eu escrevi uma grande parte do Livro de mórmon, enquanto Joseph Smith traduzia ou soletrava as palavras em inglês. Às vezes, as placas estavam sobre a mesa da sala onde o Smith fazia a tradução, coberta com uma toalha. O Smith me disse que Deus o mataria se ele tentasse olhá-las e eu acreditei. Quando chegou a hora das 3 testemunhas verem as placas, Joseph Smith, eu, David Witmer e Oliver Cowdery fomos ao bosque para orar. Quando eles começaram a orar, eles falharam em ver as placas ou o anjo que deveria tê-las em suas mãos para mostrá-las. Todos eles acreditaram que era porque eu não era bom o suficiente, ou em outras palavras, não era santificado o suficiente. Eu os deixei. Assim que eu sai, os outros viram o anjo e as placas. Cerca de 3 dias depois, eu voltei à floresta para orar para que eu pudesse ver as placas. Enquanto estava orando, eu passei para um estado de transe, e nesse estado eu vi o anjo e as placas". (Anthony Metcalf,"Ten Years Before the Mast, n.d.," microfilm copy, pages 70-71.)

Stephen Burnett explicou em uma carta que quando ele percebeu que as testemunhas do livro de mórmon viram as placas apenas de uma forma imaginária, ele decidiu deixar a igreja.

" ..... but when I came to hear Martin Harris state in public that he never saw the plates with his natural eyes only in vision and imagination, neither Oliver nor David; also that the eight witnesses never saw them; hesitated to sign that instrument for that reason, but were persuaded to do it, the last pedestal gave away ... the reasons why I took the course which I was resolved to do, and renounced the Book of Mormon. I was followed by W. Parrish, Luke Johnson, and John Boynton, all of who concurred with me, after we were done speaking M. Harris arose and said he was sorry for any man who rejected the Book of Mormon for he knew it was true, he said he had hefted the plates repeatedly in a box with only a tablecloth or handkerchief over them, but he never saw them, only as he saw a city through a mountain. And said that he never should have told that the testimony of the eight was false, if it had not been picked out of [him] but should have let it passed as it was." (Stephen Burnett Letter, as quoted in Persuitte's "Joseph Smith and the Origins of the Book of Mormon," page 47.)

Mesmo assim, o iníquo Harris continuou patrocinando Smith e participou da organização da nova igreja, tendo assumido altos cargos. Em 1836, após a morte de sua mulher, de quem havia se separado informalmente antes, casou-se com a filha de Brigham Young, Caroline Young, de apenas 22 anos de idade, portanto, 31 anos mais jovem que ele, mas com quem teve 7 filhos. 


Na época, os mórmons estavam em Kirtland, Ohio, e em 1837, com a falência da Kirtland Safety Society, que Harris chamou de "fraude", houve uma profunda divisão na igreja,. Os excluídos da igreja foram Joseph Smith Jr. e Sidney Rigdon, e ela permaneceu na cidade com o nome de "Igreja de Cristo", cujos estatutos datam de 1838. Em 1839, os líderes dessa igreja rejeitaram o Livro de Mórmon. Como Harris não concordou com essa rejeição, também foi excluído, e em 1840, voltou para a igreja de Smith em Nauvoo, Illinois. 


Mudar de religião tinha sido uma constante na vida de Harris. 


Veja alguns fatos interessantes sobre Martin Harris: 

1. Era conhecido por ser religiosamente muito instável. Durante toda sua vida, ele mudou de afiliação mais de 13 vezes.  


2. Martin Harris primeiro foi um Quaker, depois reavivalista, depois restauracionista, depois batista, depois presbiteriano e então um mórmon. (Mormonismo Revelado, E. D. Howe, 1834, pp. 260-261)  


3. Depois de sua excomunhão em 1837, ele mudou de religião mais oito vezes, indo dos Shakers para um grupo separado do mormonismo e de volta para o ramo principal em 1842 (Improvement Era, 1969 de março, pág. 63 e Journal of Discourses, vol. 7, pág. 164, Brigham Young)  


4. Em 1846, (depois de sua excomunhão em 1837) Martin Harris estava pregando entre os Santos na Inglaterra para a apóstata James J. Strang. (Cronologia da igreja, Andrew Jensen, 1899, pág. 31; Millennial Star, vol. 8, Nov. 15, 1846, pp. 124-128.)  


5. Ele assinou seu nome em uma declaração: “Testemunho das três testemunhas: alegremente confirmamos que... o Senhor me fez conhecido que David Witmer é o homem. David foi chamado adiante, e Joseph e seus conselheiros lhe impuseram as mãos e o ordenaram à sua posição, para sucedê-lo... Ele será o profeta, vidente, Revelador e Tradutor diante de Deus”. Assinado Martin Harris, Leonard Rich, Calvin Beebe.   


6. Os mórmons disseram na época, em uma publicação da igreja, sobre Martin Harris e alguns outros homens: “um espírito enganoso e mentiroso os assiste... eles são de seu pai, o diabo ...o próprio semblante de Harris mostrará a toda pessoa espiritual que o vir, que a ira de Deus está sobre ele”. Latter-Day Saint's, Millennial Star, Vol 8 pp124-128.  


7. Phineas Young escreveu a seu irmão Brigham Young em 31 de dezembro de 1841, de Kirtland, Ohio: “neste lugar há todos os tipos de ensino; Martin Harris, que é um firme crente do Shakerismo, diz que seu testemunho é maior do que o foi para o Livro de Mórmon” (Martin Harris - Testemunha e Benfeitor do Livro de Mórmon, 1955, pág. 52)  


8. Martin Harris afirmou que seu testemunho do shakerismo era maior do que o do mormonismo. Interessante notar que o “Rolo e Livro Sagrado” dos shakers também foram entregues por um anjo. (Caso Contra Mormonismo, Tanner, Vol. 2, pp. 50-58; Martin Harris - Testemunha e Benfeitor do Livro de Mórmon, BYU 1955 Thesis, Wayne C. Gunnell, p.52.)  


9. No Elder's Journal de agosto de 1838, Joseph Smith denuncia Martin Harris como “até aqui foi abaixo de qualquer crítica notar tão grande sacrifício para um homem fazer. A Igreja foi moderada com ele, mas agora ele se soltou a todos os tipos de abominações e mentiras, enganos, fraudes, e todos os tipos de devassidão”. (Gleanings by the Way, J. A. Clark, pp. 256-257)  

10. Como David Whitmer, Martin Harris depois testemunhou que ele não viu as placas literalmente com os olhos: ele disse que ele viu as placas com “os olhos da fé e não com os olhos naturais”. Isto o eliminaria automaticamente como uma testemunha. (The Braden & Kelly Debate, p. 173)

Em 1856, sua mulher Caroline o abandonou e foi viver em Utah com os demais mórmons. Pobre, sem família e sem igreja, em 1870, os mórmons convidaram Harris a ir para Utah. Ele aceita o convite e é onde passa os seus últimos dias até morrer, em 10 de julho de 1875. 

Embora os mórmons proclamem que Harris nunca negou seu testemunho do Livro de Mórmon nominalmente, devemos ressaltar que ele afirmou ter visto as placas com os olhos espirituais, assim como  possuir maior testemunho no shakerismo que no LdM.

Conclusão

Essas são as três principais testemunhas do Livro de Mórmon.  Todos eles, de alguma maneira, romperam com a igreja que ajudaram a fundar, e mesmo aqueles que retornaram, o fizeram no fim da vida, e por motivos que não ficaram muito claros. Fica a critério de cada um decidir se esses fatos invalidam ou não os seus testemunhos, e se esses são confíaveis.

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