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 INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
LdM - DNA1

INTRODUÇÃO

 

Pesquisas de DNA têm apresentado sérios desafios à reivindicação mórmon de que os nativos americanos tenham sido descendentes de colonizadores hebreus que teriam vindo para a América por volta da época em que Jerusalém fora capturada pela Babilônia, centenas de anos antes de Cristo.

 

O fundador do mormonismo, Joseph Smith, pregava que um anjo chamado Moroni lhe aparecera quando tinha cerca de 13 anos de idade e lhe contara sobre placas de ouro que teriam sido enterradas próximo à casa de sua família, em Palmyra, Nova York. 

 

O anjo também contara a Smith que as placas continham uma "relação e origem dos antigos habitantes do continente americano".

 

Segundo a história mórmon, Smith recobrou as placas, traduziu-as e publicou o conteúdo da mensagem no Livro de Mórmon, em 1830.

 

A página introdutória do Livro de Mórmon declara ser a obra "um resumo do registro do povo de Néfi e também dos Lamanitas, remanescentes da casa de Israel".

 

O tema principal do livro envolve os descendentes de um profeta chamado Lehi que, por sua vez, era descendente do personagem bíblico Manassés, de acordo com o texto de Alma 10.3. Néfi e Lamã são filhos de Lehi e figuram como personagens principais no início do livro. 

 


Néfi é descrito como sendo o filho mais íntegro de Lehi, enquanto que Lamã é descrito como alguém de má índole. Devido ao seu comportamento transgressor, Lamã e seus seguidores são amaldiçoados com a pele escura. 

 

Os líderes da igreja mórmon tem afirmado que os americanos nativos são os descendentes dos lamanitas de pele escura.

 


Diversos antropólogos, biólogos e geneticistas desafiaram esta suposição ao longo dos anos, mas certamente nenhum deles alcançou maior notoriedade do que a que tem recentemente usufruído Thomas Murphy - Presidente do Departamento de Antropologia da Faculdade de Lynnwood, em Washington (EUA). O que tornou suas declarações tão intrigantes é o fato de ele ser membro da igreja mórmon.

 

Murphy insiste que o Livro de Mórmon, crido e seguido pelos mórmons, é o "livro mais correto da face da Terra", mas é incorreto quando declara que os americanos nativos são descendentes de judeus. 

 

Em 2002, Murphy empenhou um trabalho analítico sobre "Lamanite Genesis, Genealogy, and Genetics [A origem, genealogia e genética dos lamanitas]" e concluiu que "os resultados das pesquisas de DNA não oferecem qualquer apoio para a tradicional crença mórmon sobre as origens dos americanos nativos".

 

Murphy destaca que:

"as pesquisas de DNA foram substanciadas por evidências arqueológicas, culturais, lingüísticas e biológicas que apontam de forma esmagadora para uma origem asiática dos americanos nativos".

 

Comentando no Simpósio de Sunstone (um evento anual que reúne estudantes mórmons liberais) na cidade de Salt Lake, em agosto de 2002, Murphy interrogou:

 

"Diante das descobertas, o que nós, mórmons, devemos fazer? Temos um problema. Nossas crenças não são validadas pela ciência".

 

Tal conclusão o levou a ser convocado à presença de autoridades mórmons para uma reunião disciplinar. Mas, devido a um grande clamor dos membros da igreja, em 8 de dezembro de 2002, seu julgamento foi adiado sem a agenda de uma outra data definida.

 

Os apontamentos de Murphy foram compartilhados com o público mórmon, o que gerou severas e constantes críticas da alta cúpula mórmon. Alguns o acusaram de se comportar como um "antimórmon", enquanto outros têm-se esforçado em repudiar e censurar suas pesquisas.

 


Em 29 de janeiro de 2003, foi promovida uma conferência na Universidade de Brigham Young para discutir a controvérsia levantada pelas pesquisas de DNA. Michael Whiting, biólogo e professor da Universidade, apresentou uma resposta às conclusões de Murphy e às comparações que alguns fizeram relacionando as descobertas de Murphy e Galileo. Whiting zombou:

 

"Esta é uma comparação imprópria. A diferença é que Galileo tinha a verdadeira ciência a favor de si. Eu não sei se podemos dizer o mesmo de Murphy".

 

Inúmeros mórmons que criticaram Murphy inicialmente têm reconhecido que muito do que ele diz é verdadeiro. No entanto, se recusam a concordar com a conclusão de que Joseph Smith e seu livro são falhos.

 


Embora Murphy represente a ameaça principal contra a fidelidade mórmon "ortodoxa", ele não está sozinho em suas conclusões. Em sua pesquisa, menciona Michael Crawford, biólogo e antropólogo da Universidade de Kansas.

 

"Não há sequer a mínima evidência de que as tribos perdidas de Israel trilharam caminho em direção ao Novo Mundo... É uma grande história, desacreditada por uma descoberta desagradável".

 





O geneticista Bryan Sykes (foto ao lado), professor de Genética Humana da Universidade de Oxford, e a geneticista russa, Miroslava Derenko também compartilham de conclusões semelhantes. 

 


Murphy conta, ainda, com o respeito do geneticista Scott Woodward (foto ao lado), da Universidade de Brigham Young, que está entre os que acreditam haver pouca esperança de estabelecer uma conexão entre os americanos indígenas e os judeus.

 


D. Jeffrey Meldrum e Trent D. Stephens, biólogos mórmons da Universidade de Idahoe, aceitam os dados publicados sobre as origens dos americanos nativos e a possibilidade razoável de haver ligação entre americanos e asiáticos.

 

Em um artigo intitulado "Quem são os filhos de Lehi?", escrito para o Journal of Book of Mormon Sudies, ambos admitem que "dados apresentados indicam que 99,6% dos traços genéticos dos americanos nativos estudados culminam para esta mesma interpretação". E acrescentam:

 

"Houve pouca ou quase nenhuma evidência que pudesse ser considerada seriamente pela corrente principal da comunidade científica para indicação de uma origem no Oriente Médio, ou qualquer outra fonte de origem semelhante, para a maioria dos americanos nativos contemporâneos".

 

Em uma matéria intitulada "As descobertas de DNA refutam o Livro de Mórmon?", o cientista mórmon Jeff Lindsay escreveu:

 

"Sobre o Livro de Mórmon levantam-se agora considerações de muitos líderes e membros da igreja que taxam seu texto como incorreto. Muitas pessoas, não conhecendo nada sobre o desenvolvimento inicial do continente, a não ser as migrações reportadas pelo Livro de Mórmon, têm declarado que todos os americanos nativos descenderam dos pequenos grupos mencionados no livro mórmon. Mas este pensamento está errado. Ele não é apoiado nem pelo texto do livro nem pelas evidências científicas".

 

A declaração de Lindsay se opõe gravemente ao comentário tecido por um dos apóstolos da igreja mórmon, Spencer W. Kimball. Em julho de 1971, em um artigo intitulado "Sobre o sangue real", a publicação mórmon declarou:

 

"Com orgulho eu conto a todos que vem até mim que o lamanita é um dos descendentes de Lehi que deixou Jerusalém cerca de 600 anos antes de Cristo e com sua família cruzou as terras e chegou à América. Lehi e sua família tornaram-se os ancestrais de todas as tribos indígenas e mestiças da América do Norte, do Sul e Central e também das ilhas do mar...".

 

Assim como Lindsay, há outros membros da igreja que alegam que os mórmons estão interpretando mal o Livro de Mórmon. Murphy observa que organizações, como, por exemplo, a "Fundação para pesquisas antigas e estudos mórmons" (FARMS), constituída por um grupo seleto de apologistas mórmons, também estão propondo uma revisão nas interpretações do livro, a fim de conciliar a fé mórmon com a ciência. Murphy observa que:

 

"os resultados das pesquisas de DNA podem gerar um esforço de conciliação entre a ciência e o Livro de Mórmon, fazendo divergir os posicionamentos entre os mórmons intelectuais e os tradicionais".

 

Difícil Aceitação



Nos últimos 8 anos, grupos de pesquisa de vários laboratórios do mundo tem analizado o DNA mitocondrial dos indígenas das américas do norte, central e sul. 

Eles concordam que nas américas há essencialmente 5 linhagens diferentes de DNAmit (A, B, C, D e X). As linhagens A, B, C e D também são encontradas nas populações asiáticas, mas não na europa.


Outras linhagens como X6 e X7 são derivadas das linhagens C e D. Estas linhagens X são encontradas em baixas frequências através de toda a américa, e também da europa. Ela ainda não foi encontrada na Ásia.


Isto entusiamou os estudiosos mórmons, que afirmaram estar ai a conexão entre os povos do oriente médio e os indígenas americanos.


Porém, a linhagem X americana é muito diferente da linhagem X européia!

Um artigo descrevendo a análise da distribuição e da filogenética será publicado em dezembro de 2009, no American Journal of Human Genetics.

Abaixo encontram-se as publicações mais significativas neste campo.

Schurr et al (1990) Amerindian mitochondrial DNAs have rare Asian mutations at high frequencies, suggesting they derived from four primary maternal lineages. American Journal of Human Genetics 46, 613-623.

Merriwether et al (1995) Distribution of the four founding lineage haplotypes in native Americans suggests a single wave of migration for the New World. American Journal of Physical Anthropology 98, 411-430.

Merriwether and Ferrel (1996) The four founding lineage hypothesis for the New World: A critical reevaluation. Molecular Phylogenetics and Evolution 5, 241-246.

*Bonatto SL and Salzano FM (1997) Diversity and age of the four major mtDNA haplogroups, and their implications for the peopling of the new world. American Journal of Human Genetics 61, 1413-1423.

Stone AC and Stoneking M. (1998) mtDNA analysis of a prehistoric Oneota population: Implications for the peopling of the New World. American Journal of Human Genetics. 62, 1153-1170.

Hertzberg et al (1989) An Asian-specific 9-bp deletion of mitochondrial DNA is frequently found in Polynesians. American Journal of Human Genetics. 44, 504-510.

Lum et al (1994) Polynesian mitochondrial DNAs reveal three deep maternal lineage clusters. Human Biology 66, 567-590.

Melton et al (1995) Polynesian genetic affinities with Southeast Asian populations as identified by mtDNA analysis. American Journal of Human Genetics 57, 403-414.

*autores brasileiros que estudaram os grupos indígenas do pais.

As pesquisas destes trabalhos sugerem fortemente que todas as linhagens de DNAmit pré-colombiano foram trazidas para as américas por volta de 12.000 anos atrás. A implicação destas descobertas é que os indios americanos são descendentes dos asiáticos.

Vários mórmons começam a ter dificuldades em aceitar a declaração introdutória do Livro de Mórmon sobre a suposição de os "judeus" lamanitas serem os principais ancestrais dos índios americanos



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