INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
TEMPLO SUD - o garment

O GARMENT 

Ao falar sobre a igreja mórmon, muitos ouvem a palavra GARMENT. Aqui, examinaremos o surgimento desta peça de roupa obrigatória e peculiar, sua função e suas modificações. 

Quanto ao garment mórmon, os líderes SUD ensinaram:

“Membros da igreja que foram vestidos com o garment no templo fizeram um convênio de usá-lo ao longo das suas vidas. Isto significa que ele é usado como roupa íntima tanto de dia como de noite."

"A promessa de proteção e bênçãos, está condicionada ao mérito e fidelidade em manter os convênios. Os membros da Igreja usam o garment como um lembrete dos convênios sagrados que fizeram com o Senhor e também como uma proteção contra a tentação e o mal. Como é usado é uma expressão externa de um compromisso interior para seguir o Salvador".[1]

ORIGENS DO GARMENT (VESTIMENTO)


Em 1842, apenas dois meses após ter sido iniciado na Maçonaria, Joseph Smith introduziu o uso do garment para um seleto grupo de homens. Na quarta-feira, 4 maio, 1842, Joseph Smith iniciou nove homens em seu novo círculo chamado de "Ordem Sagrada", “Quórum", a "Sagrada Ordem do Santo Sacerdócio" ou o “Quorum do Ungido". Este ritual viria a ser conhecido mais tarde como investidura ou ‘endowment’ do templo mórmon.

Realizadas no andar superior da loja de Smith em Nauvoo, este novo ritual era uma inovação importante da simples ‘lavagem dos pés’ que Joseph Smith ensinara em Kirtland. Além da limpeza do corpo e unções, estes seletos homens do "Quórum Ungido" de Smith receberam garments.


A peça original foi desenhada apenas para os homens do sacerdócio, de acordo com o padrão das roupas íntimas de inverno (“longJohns”) de meados do século XIX (figura ao lado). 

 Originalmente era uma peça única, feita de puro algodão cru, que cobria o corpo dos tornozelos até os pulsos. Não foram usados botões no vestuário, assim para fechá-lo, haviam de quatro a cinco fitas que eram amarradas.

O garment tinha uma pequena gola que não era visível sob a camisa usada por cima dele. Na área da virilha havia uma grande aleta, que vinha da parte traseira, passando sob o corpo e fechando na frente.

As marcas cerimoniais no garment (discutidas adiante) eram originalmente recortadas na própria roupa como parte da cerimônia da lavagem e unção.  

O PROPÓSITO DO GARMENT 

O propósito original do uso dos garments era lembrar aos irmãos do sacerdócio os seus juramentos sagrados - especialmente os juramentos de sigilo sobre a doutrina do casamento plural.

Hoje, os líderes da igreja ainda descrever os garments como "blindagem" que tem o propósito primário de lembrar aos membros dos juramentos seu templo. Segundo Boyd K. Packer:


"O garment cobrindo o corpo, é um lembrete visual e tátil de nossos convênios. Promove a modéstia e se torna um escudo e proteção ao usuário."

"... a roupa íntima especial, conhecida como o garment do templo, ou garment do santo sacerdócio, usado por membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que receberam seu endowment no templo. Este garment, usado dia e noite, serve a três finalidades importantes: é um lembrete dos convênios sagrados feitos com o Senhor, em Sua Santa Casa, uma cobertura protetora para o corpo, e um símbolo da modéstia de vida e de se vestir, que deve caracterizar a vida de todos os humildes seguidores de Cristo".[2]

PROTEÇÃO

Os garments  não foram inicialmente usados para proporcionar uma proteção física. No entanto, essa idéia surgiu nas circunstâncias que rodearam a morte de Joseph e Hyrum Smith na cadeia de Carthage, Illinois. Joseph, Hyrum e John Taylor não estavam vestindo seus garments. Joseph e Hyrum foram mortos e John Taylor escapou sem maiores ferimentos. Porém, como Willard Richards estava usando o garment e escapou ileso do ataque, a história de proteção física se difundiu amplamente.


Para os mórmons, o garment, por vezes, funciona como um amuleto clássico que tem poder em si, independente da justiça do usuário: os SUDs contam histórias de membros em incêndios, com todas as suas roupas queimadas, exceto onde o garment estava. As queimaduras ocorreriam apenas nas mãos e pés, que não estão protegidas pelo garment. No entanto, essas histórias não são endossadas por líderes da igreja.

FAZENDO O GARMENT

Há relatos conflitantes sobre a forma como o garment foram inicialmente concebidos. Segundo um relato, o garment original foi feito de musselina crua com marcações em vermelho, e desenhado por costureira de Nauvoo, Elizabeth Warren Allred, sob a orientação de Joseph Smith. Joseph relatou que a intenção era ter uma só peça de vestuário que cobrisse os braços de um homem, pernas e tronco, tendo "menor número possível de costuras". [3]

Outra história que circulava entre os oficiantes do templo no final do século 19, dizia:

"Quando Joseph Smith recebeu o endowment e a revelação do Senhor a ser dado ao seu povo por autoridade, ele também recebeu instruções de como fazer o garment. Ninguém nunca tinha visto algo assim, e as irmãs o fizeram sob sua orientação. Quando o garment foi mostrado a ele, ele disse que estava correto e da maneira que ele tinha visto, e ele o aceitou.

O garment tinha uma gola, cordas para amarrar e mangas que vinham até o pulso, e não na mão, mas cerca de um centímetro acima, e vinha até o tornozelo. Este foi o padrão dado e foi bom que a tia Eliza Snow era a governanta e costureira na casa dele no momento em que os primeiros garments foram feitos." [4] 

OS SINAIS DO GARMENT 

No início da cerimônia do templo, algumas das marcas eram cortados no próprio tecido com uma faca pequena, como parte da cerimônia de Investidura, quando já estava no corpo do irmão, cortando assim sua carne e derramando seu sangue no garment. [13] 

Esse procedimento também  ajudava a manter as inscrições secretas daqueles que não tinham passado pelo ritual, incluindo as mulheres que costuravam as roupas.  

Estas marcas são usadas até hoje, e compreendem:
1 - um símbolo em forma um L inverso no peito sobre o mamilo direito - O Esquadro.

Evidências mostram que o quadrado foi originalmente retirado do ritual maçônico, onde o candidato (2 º grau - Blue Lodge) é desafiado com seu peito nu, justamente no ponto onde fica o esquadro (veja figura abaixo, à esquerda).



2 - um símbolo em forma de V no peito sobre o mamilo esquerdo - O Compasso.


As evidências mostram que o compasso também foi originalmente retirado do ritual maçônico, onde o candidato Aprendiz (1 grau - Blue Lodge) é desafiado com seu peito nu no ponto do compasso (veja figura abaixo, à esquerda).

Segundo a tradição maçônica, o candidato é originalmente ensinado que o compasso é "... o símbolo mais destacado da virtude, a verdadeira e única medida de uma vida e conduta massônica." [14]


O autor maçom Ralph Anderson escreve:
"Um símbolo é uma forma externa e visível que esconde uma realidade espiritual interior .... escondida por trás de todo o sistema de símbolos, há um valor espiritual e alguns ensinamentos definidos, que podem ser descoberto por aqueles cuja visão pode ser despertada". [15]

3 - uma marca horizontal sobre o umbigo – a marca do umbigo

William Schnoebelen nos diz:
"[a marca do umbigo] é o símbolo maçônico do ‘Pilar Central’ da Árvore da Vida cabalística. Assim como a direita e esquerda do corpo no ocultismo são do sexo masculino e feminino, respectivamente, assim O Pilar Central corresponde ao centro do corpo - a cabeça, o plexo solar, o umbigo e os genitais." [16]

4 - uma marca horizontal sobre o joelho direito – a marca do joelho

Os cortes no tecido foram posteriormente substituídos por bordados. É aceito na doutrina Mórmon que estas marcas do garment são símbolos sagrados [17].

Um elemento proposto do simbolismo, de acordo com os líderes mórmons recentes, foi uma ligação do Quadrado e do Compasso aos símbolos da maçonaria [6], ao qual Joseph Smith Jr. tinha sido iniciado cerca de sete semanas antes da introdução destes símbolos na cerimônia de endowment [18].

De acordo com uma explicação do Presidente da igreja SUD John Taylor, em 1883:

o "Esquadro" representa "a justiça e a equidade do nosso Pai Celestial, que nós receberemos todo o bem que está chegando para nós, ou tudo o que ganharemos, em um acordo quadrado", e o "Compasso"representa" a Estrela do Norte."[19]

Além do Esquadro e do Compasso, Taylor descreveu os outros símbolos da seguinte forma: a gola representa a idéia de que o jugo do Senhor "é fácil e [sua] carga é leve", ou a "Coroa do Sacerdócio"; as duas fitas atadas para fechar o garment representam a "Santíssima Trindade" e "a aliança de casamento"; a marca do umbigo representa "a força no umbigo e medula nos ossos", e marca do joelho representa "que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Cristo" [19].

Uma explicação alternativa foi dada em 1936 pelo então apóstolo da igreja SUD David O. McKay, cuja explicação foi incorporada na versão da igreja mórmon do século XX, da cerimônia de endowment. [20]

De acordo com McKay, a marca do "Compasso" representa "um caminho sem desvios que conduz à vida eterna, um lembrete constante que os desejos, apetites e paixões devem ser mantidos dentro dos limites estabelecidos pelo Senhor, e que toda a verdade pode ser circunscrita dentro de uma verdade maior"; a marca do "Esquadro" representa "exatidão e honra" em guardar os mandamentos e convênios de Deus; a marca do “Umbigo” representa "a necessidade de alimento constante para o corpo e para o espírito" e marca do “joelho" representa "que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Cristo." [20]

Ao contrário de Taylor, McKay não descreve o simbolismo do colarinho ou das fitas, pois estes foram eliminados em 1922 [21]

MODELO ÚNICO MASCULINO


Como as mulheres originalmente não faziam parte da cerimônia de endowment, quando foram finalmente admitidas, receberam o mesmo garment que os homens. Já em 1890, as mulheres SUDs queriam ter seu próprio modelo de garment, mas sem sucesso. Assim, todas as mulheres pioneiras Mórmon usavam o garment masculino, que eram de 100% algodão. O uso do garment masculino durou até 1965, quando um modelo feminino foi desenhado e aprovado pela igreja.

Os líderes do sacerdócio da Igreja deixaram muito claro que só havia um padrão para fazer e usar os garments, e este nunca deveria ser alterado:

"Cada indivíduo deve receber o garment que necessitam. O garment deve estar limpo e branco, e o modelo aprovado não deve ser alterado ou mutilado, devem ser usados como foram feitos, até o pulso e tornozelos e ao redor do pescoço. Estes requisitos são imperativos; a admissão no Templo será recusada àqueles que assim não procederem." [5]

No entanto, na virada do século 20, mais mulheres SUD foram alterando seus garments por conforto. Em resposta, o Presidente do templo Joseph F. Smith declarou:

"O Senhor nos deu o garment do santo sacerdócio, e vocês sabem o que isso significa. E ainda há aqueles dentre nós que os  mutilam a fim de que possam seguir as práticas tolas, vaidosas e indecentes do mundo."

"Para seguirem a moda, essas pessoas não hesitam em mutilar o que deveria ser tido  por elas como a mais sagrada de todas as coisas no mundo, ao lado de sua própria virtude, ao lado de sua própria pureza de vida. Elas deveriam manter estas coisas que Deus lhes deu como sagradas, inalteradas e puras de acordo com o padrão que Deus lhes deu. Tenhamos a coragem moral para enfrentar as opiniões da moda e, especialmente, quando a moda nos obriga a quebrar um pacto, e assim cometermos um pecado grave". [6]

Naquele mesmo ano (1906) líderes da igreja tinha as seguintes instruções impressas e exibidas no vestiário feminino de todos os templos da igreja:

"O seguinte deve ser considerado como uma regra imperativo e estabelecida. Os garments usadoas por aquelas que recebem o endowment devem ser de cor branca e do modelo aprovado, não devem ser alterados ou mutilados, devem ser usados como foram feitos, até o pulsos, tornozelos e pescoço. A recomendação ao templo será recusada àquelas que não cumprirem estes requisitos. "

"O Santos devem saber que o padrão dos garments para o endowment foi revelado do céu e que as bênçãos prometidas em conexão ao seu uso não ocorrerão se qualquer alteração não autorizada for feita em sua forma ou na maneira de usá-lo." [7]

MUDANÇAS NO GARMENT

Em abril de 1923, a Primeira Presidência formou uma comissão para investigar a origem do vestuário e para recomendar "reconsiderações" em seu modelo.

A sugestão para a alteração veio aparentemente por causa das questões levantadas pelo presidente doTemplo de Salt Lake, George B. Richards, depois de uma conversa com a Irmã Maria Dougall, em Outubro de 1922. Naquela época, ele soube que Joseph Smith não havia desenhado os garments ou as roupas do templo.

De fato, um grupo de irmãs liderado por Emma Smith – incluindo Bathsheba Smith - tinha desenhado tanto os garments como as roupas do templo, e apresentado-as a Joseph Smith para aprovação. As golas dos garments foram colocadas porque as irmãs não conseguiam imaginar uma outra forma de terminá-lo no pescoço, e elas colocaram laços porque não tinham botões.  

A roupa usada no ritual do endowment no templo (discutido posteriormente), sobre o garment, também sofreu modificações por Smith. O chapéu original da roupa templo parecia com uma coroa, mas Joseph Smith redesenhou-os para parecerem mais com um chapéu de padeiro. [8]

Em 14 de abril de 1923, o presidente do templo Richards discutiu o modelo do garment com a Primeira Presidência. Naquela época, eles consideravam algumas mudanças como remover o colarinho, usar botões e permitir que as mulheres usassem mangas até  o cotovelo e pernas mais curtas, presumivelmente para coordenar com moda feminina, que havia mudado consideravelmente na década de 1920. Em 17 de maio de 1923, todo o conselho e a Primeira Presidência aprovaram o novo modelo. [9]


Abaixo, encontra-se uma carta da Primeira Presidência da igreja (foto ao lado): [10]

“Para os Presidentes de Estaca e dos Templos.

Prezados irmãos:

Durante algum tempo, a Primeira Presidência e o Conselho dos Doze levaram em consideração a permissão de certas modificações no garment do templo, com o seguinte resultado:

Após cuidadosa consideração e oração, foi decidido por unanimidade que as modificações a seguir podem ser permitidas, e um garment com o seguinte modelo para ser usado por aqueles membros da Igreja que desejam adotá-lo, a saber:
(1) mangas até o cotovelo.
(2) pernas logo abaixo do joelho.
(3) botões em vez de cordas.
(4) Gola eliminada.
(5) Virilha fechada.

Pode-se observar que nenhum padrão fixo do garment foi dado, e que o atual estilo de garment difere substancialmente daquele em uso no início da história da Igreja, quando o garment sem gola e com botões era frequentemente utilizado.

É sabido pela Primeira Presidência e pelo Conselho dos Doze que esta peça de garment modificada pode ser usada por aqueles que desejam adotá-la, sem violar qualquer pacto que eles fizeram na Casa do Senhor, e com a consciência tranquila, desde que eles guardem os convênios que fizeram e lembre-se que o garment é o emblema do Santo Sacerdócio designado pelo Senhor como uma cobertura para o corpo, e que deve ser cuidadosamente preservado de mutilação e de exposição desnecessária, e que estejam devidamente marcados.

Deve ficar claro que este garment modificado não substitui a veste aprovada agora em uso, que qualquer um desses modelos podem ser usados, como preferirem os membros da Igreja, não sendo consideradas ortodoxas, e aqueles que usam qualquer um não estará fora de harmonia com a ordem da Igreja.

A fim de que possa haver uniformidade no trabalho do templo, e que a expedição na administração das ordenanças da Casa do Senhor não podem parar, recomendamos que as pessoas que fazem o trabalho do templo, quer se trate de trabalho ordenança para os mortos ou o primeiro endowment dos vivos, vistam a roupa aprovada e agora em uso. Se as pessoas aparecerem no templo com o estilo modificado, sua admissão não deve ser recusada, desde que eles tenham a devida recomendação. Os bispos, ao darem a recomendação para o templo, devem chamar a atenção para esta recomendação.

Aconselhem os Bispos de sua estaca sobre essas mudanças, tendo o cuidado de não darem à este assunto publicidade desnecessária.

Esta carta não é para sair de suas mãos, nem são exemplares para serem fornecidos a qualquer outra pessoa.

Seus irmãos no Evangelho


Heber J. Grant
Charles W. Penrose
A. W. Ivins
First Presidency.”

A introdução deste novo estilo de garment, por incrível que pareça causou grande rejeição entre os membros da igreja. Como relatado no Salt Lake Tribune em junho de 1923:

"Antigamente, o garment do templo era feito de puro algodão cru. O linho cru estava tão próximo da 'elegância' quanto um devoto poderia usar. Nenhum botão era usado no garment. Laços de fita estavam em seu lugar. O garment em si era desconfortavelmente grande e largo. Mas apesar destas falhas, o garment de estilo antigo é fielmente respeitado por muitos dos mais velhos e os sinceros devotos da igreja. Estes consideram o garment como uma proteção contra doenças e lesões corporais, e acreditam que alterar a textura do tecido ou seu estilo, ou abandonar completamente o garment trará malefícios sobre eles."

"Uma mulher há muito tempo na igreja, ouvindo sobre a mudança que acabara de acontecer, foi até os escritórios da igreja e proferiu fervorosa oposição: ‘Eu não modificarei meus garments, mesmo se o presidente Grant ordenar-me a fazê-lo. Meus garments agora são feitos como quando eu fui casada na casa de endowment, muito antes de o templo ser construído. O modelo foi revelado ao Profeta Joseph e o irmão Grant não tem o direito de mudá-lo’, disse ela." [11]

PRIMEIRO MODELO PARA AS MULHERES


Em 1965, pela primeira vez, as mulheres receberam os garments modificados para elas. Enquanto essas mudanças realmente deram mais conforto para as mulheres, alguns membros da igreja notavam que o garment feminino ainda eram pouco atraentes e contribuiam para casamentos mórmon assexuados ou quase assexuados.


A mudança mais drástica foi o garment de duas peças, em 1979. Em uma carta aos líderes da Igreja datada de 15 de dezembro de 1979, a Primeira Presidência anunciou o lançamento em fevereiro de 1979 de duas peças do garment. O novo estilo foi oferecidos pelo mesmo preço. Nenhuma explicação sobre o novo garment foi dada. [12]


Abaixo, uma figura ilustrando as principais modificações dos garments:


O garment permanece o mesmo desde as últimas mudanças, em 1979, embora mais mulheres hoje estão usando seus sutiãs debaixo de seus garments. Tradicionalmente, os oficiantes do templo dizem às mulheres que elas devem usar o garment sobre a pele e os sutiãs devem ser usados sobre o garment. Embora os oficiantes do templo continuem a dar a esta instrução, não há nenhuma instrução documentada da Primeira Presidência sobre isso.

Mesmo que as mulheres continuam a sofrer desconforto (especialmente durante a menstruação) e uma maior incidência de infecções fúngicas, usar os garments como prescrito pela Igreja continua sendo uma prática fundamental e atual da mulher que passou pela cerimônia de endowment.

GARMENT MÓRMON NO EXÉRCITO

Por volta de 1999, o garment começou a ser vendido em verde-oliva para os militares. Porém, as marcas do templo ainda estavam bordados na parte externa do garment, e, portanto, visíveis para serem usados como camisetas pelas tropas. Para evitar a ridicularização pública e constrangimento, a maioria dos membros militares durante esta época usavam duas camisetas, isto é, o garment militar usado sob as camistas militares (ou civis).

Com o aumento de tropas indo para lugares quentes, como o Iraque e o Afeganistão, por volta de 2003, o General Bruce Carlson, da Força Aérea e membro do comitê de assuntos militares SUD, comunicou aos líderes da igreja que os militares estavam sofrendo excessivamente com o calor devido à questão de camiseta dupla.

Como resposta, por volta de 2005-2006, a igreja começou a produzir garments de deserto, com as marcas pintadas no interior da camisa. Estes novos garments com as marcas escondidas no seu interior aliviaram o problema de terem que usar o garment sob a camiseta.

A partir do inverno de 2007, a igreja também lançou um modelo de garment de lycra, para ser usado durante os exercícios físicos. O modelo de lycra também foi lançado em branco, apenas para mulheres. É o modelo mais próximo de uma roupa íntima feminina. A igreja também enviou um memorando por volta de 2005-2006 para membros militares na ativa,  oferecendo outras cores de camiseta, com as marcas pintadas no interior destas, e também para policiais. A igreja exige uma prova da atividade militar ou policial para vender estes garments.


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Notas
1 - Carta da Primeira Presidência, 10 outubro de 1988
2 - Apostle Boyd K. Packer, The Holy Temple, page 79, 75
3 - Munson n.d.; see also H. Kimball Diary, 21 Dec. 1845; Reid 1973, 169.
4 - TEMPLE INSTRUCTIONS; Zina Y. Card; "Garments"
5 - President Joseph F. Smith, "Instructions Concerning Temple Ordinance Work," President of the Salt Lake Temple 1898-1911
6 - President Joseph F. Smith, "Fashion and the Violation of Covenants and Duty", Improvement Era 9, August 1906, 812-815.
7 - Messages of the First Presidency 5:110; President Joseph F. Smith; 28 June 1906.
8 - President George F. Richards Journal, October 11, 1922, April 5, 1923
9 - President George F. Richards Journal, April 14, May 17, 1923.
10 - Heber J. Grant Letter Books; pp. 436, 437; 14 June 1923
11 - The Salt Lake Tribune, "Temple Garments Greatly Modified, Church Presidency Gives Permission, Style Change Optional With Wearer"; Monday Morning, 4 June 1923
12 - Dialogue, Vol. 20, No. 4, p.56

12 - Chuck Sackett, What's Going On in There?, 1982, p. 6
13 - Albert G. Mackey, Mackey's Revised Encyclopedia of Freemasonry, Vol. 1, p. 236
14 - Anderson, A Spiritual Quest Or-- (printed in the Masonic The New Age
magazine, April 1985, p. 49)
15 - Chuck Sackett, What's Going On in There?, 1982., p. 12
16 -  Buerger (2002, p. 58
17 -  Morgan (1827, pp. 22-23
18 -  Smith was initiated into freemasonry on March 15, 1842 (Roberts 1908, pp. 4:550–52), and he introduced the temple ceremony to close associates on May 4, 1842 (Roberts 1910, p. 5:1)
19 - Buerger 2002, p. 145.
20 - Buerger (2002, p. 153).
21 - Buerger (2002, p. 138).
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