INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
TRADUÇÕES - SALTÉRIO GREGO

TRADUÇÕES DE JOSEPH SMITH

Joseph Smith Jr. realizou pelo menos cinco trabalhos de “tradução” a partir de escritos antigos. Os três primeiros são ensinadas oficialmente na igreja e conhecido por todos os membros. Eles são:

Livro de Abraão
Trechos selecionados da Bíblia Sagrada
Placas Kinderhook
Saltério Grego (Psalter)

A maioria dos mórmons está familiarizada com as três primeiras traduções. E alguns SUDs estão pouco familiarizados com as placas Kinderhook mas muito, muito poucos membros estão conscientes do contato de Joseph com um Saltério Grego em 1842.


A tradução mais notável é, naturalmente, o Livro de Mórmon. Como o anjo tomou de volta as placas de ouro (representadas na figura ao lado) da qual o LdM foi traduzido, não há realmente nada para determinar a capacidade de tradução de Joseph do LdM. No entanto, como Joseph traduziu alguns outros documentos, é prudente examinarmos qualquer fonte documental destas traduções.

 Se puder ser provado que Joseph traduziu outros documentos antigos corretamente, quando ele não teria conhecimento de como fazê-lo, isto ajudaria a validar a capacidade de Joseph como um vidente e tradutor.

O profeta Mórmon e o Saltério GREGO.

O professor Caswell, do Kemper College, perto de St. Louis era um clérigo episcopal de renome, e estava prestes a partir dos EUA em direção à Inglaterra.


Ele possuía um Saltério grego, de grande idade – estava em posse da sua família por várias centenas de anos. Este livro, por ser uma relíquia da antiguidade, despertava curiosidade em qualquer um – especialmente em alguns mórmons, que passaram a vê-lo com maravilha e admiração.


Posteriormente, o professor Caswell, já na Inglaterra, publicou um trabalho intitulado "Três Dias em Nauvoo”. Este livro discute a sua jornada à Nauvoo para aprender sobre o povo mórmon que ali vivia, assim como para encontrar o profeta. 

O livro pode ser lido Integralmente AQUI.

Aqui estão alguns trechos do livro:

"A fim de testar a capacidade do profeta, eu providenciei um antigo manuscrito grego do Saltério escrito em pergaminho e, provavelmente, com cerca de seiscentos anos.

Na manhã seguinte (segunda-feira, 18 abril), eu levei o meu manuscrito grego do Saltério, e fui até a balsa para comprar uma passagem.
Notando uma loja com uma aparência respeitável, entrei e comecei a conversar com o lojista. Eu mencionei que havia sido informado de que o Sr. Smith possuía algumas capacidades notáveis em relação ao egípcio e que as desejava ver. Acrescentei que se o Sr. Smith pudesse ser induzido a me mostrar seus tesouros, eu mostraria-lhe, em troca, um livro maravilhoso que estava recentemente em minha posse.

O lojista me informou que o Sr. Smith estava ausente, tendo ido para Carthage naquela manhã, mas que iria retornar por volta de nove horas da noite. Ele prometeu que conseguiria o acesso às curiosidades para mim, e implorou para ver o livro maravilhoso.


Eu prontamente o retirei dos vários invólucros que o envolvia e, na presença do logista e de muitos espectadores espantados, que o boato da chegada de um livro estranho havia se espalhado, mostrei a sua capa de carvalho carcomida por insetos, as folhas de pergaminho descolorido, e seus personagens misteriosos.

O semblante de todos os presentes demonstrava surpresa e, após um longo silêncio, uma pessoa mais sábia do que seus companheiros declarou que sabia que aquela era uma revelação do Senhor, e que provavelmente era um dos livros perdidos da Bíblia providencialmente recuperado.

Olhando para mim com um ar condescendente, ele me garantiu que eu havia trazido o livro ao lugar certo para obter uma interpretação, pois ninguém na terra, além do profeta do Senhor, poderia explicá-lo ou determinar sua idade e valor real.

"Oh", eu respondi, "Eu estou indo para a Inglaterra na próxima semana, e sem dúvida eu acharei algum estudioso de uma das universidades que poderá explicá-lo a mim."

O homem respondeu sorrindo que o Senhor escolheu as coisas frágeis do mundo para confundir os poderosos, que Ele havia feito a tola sabedoria deste mundo, e que eu deveria agradecer à Providência por ter me trazido à Nauvoo, onde as coisas ocultas das trevas poderiam ser reveladas pelo poder divino.

Todos expressaram com grande ansiedade que eu deveria permanecer na cidade até o retorno do profeta. Finalmente cedi aos seus pedidos e prometi que ... na manhã seguinte, mostraria o livro ao profeta.

O lojista começou a cumprir a sua promessa de me mostrar as curiosidades. Ele abriu  caminho em uma sala trás de sua loja, e na porta havia uma inscrição com o seguinte teor: "Gabinete de Joseph Smith, presidente da Igreja de Santos dos Últimos Dias."

Fez-me entrar,  juntamente com vários mórmons, neste sanctum sanctorum, trancou a porta e dirigui-se ao que parecia ser uma pequena cómoda. Dela, ele tirou algumas lâminas de vidro emoldurando folhas de papiro, com inscrições egípcias e hieróglifos.

Estes tinham sido encontrados com quatro múmias que o profeta tinha comprado, a um custo de vinte e quatro centenas de dólares. De alguma forma inexplicável, como o lojista me informou, o Sr. Smith havia descoberto que essas folhas continham os escritos de Abraão, feitos com suas próprias mãos, ainda no Egito.


Apontando para a figura de um homem deitado sobre uma mesa, ele disse: "Este é o retrato de Abraão prestes a ser sacrificado. Esse homem de pé diante dele, empunhando uma faca desenhada, é um sacerdote idólatra dos egípcios. Abraão orou a Deus, que imediatamente soltou suas amarras, liberando-o."

Passando para outra gaveta, e apontando para uma representação hieroglífica, um dos mórmons disse: 

'O sr. Smith informou-nos que esta foto é um emblema da redenção. O senhor vê estas quatro figuras? Bem, esses são os quatro quartos da terra. E o senhor vê este grande cão olhando para as quatro figuras? Esse é o velho diabo querendo devorar os quatro cantos da terra. Veja esta pessoa segurando o cão grande. Este é Cristo impedindo que o diabo devore os quatro cantos da terra. Veja aqui embaixo. Esta figura próxima ao canto é Jacó, e essas são suas duas esposas. Agora o senhor vê esses degraus?'

'Quais', respondi, 'você quer dizer aquelas listras em todo o vestido de uma das esposas de Jacó?' 


'Sim', disse ele, 'esta é a escada de Jacó.'

'Isso', eu disse, 'é de fato curioso'."

Aqueles SUDs supuseram que sua origem fosse tão antiga quanto as múmias egípcias que o profeta havia comprado e que o professor houve cavado na mesma colina sagrada de onde surgiu o livro de mórmon.

O professor, acompanhado por um número de mórmons ansiosos, foi até a residência do Profeta. O notável livro foi entregue à Joseph.

O ministro disse:

“Ele me perguntou se eu tinha alguma idéia do seu significado. Eu respondi que acreditava ser um Saltério grego, mas que gostaria de ouvir a sua opinião. ‘Não’, disse ele, ‘não é ao todo grego  exceto, talvez, por algumas palavras. Este livro é muito valioso. É um dicionário de hieróglifos egípcios.’ (figura representativa do fato abaixo)


Apontando para as letras maiúsculas no início de cada verso, ele disse: ‘Estas figuras são hieróglifos egípcios, e estes que se seguem são a interpretação dos hieróglifos, escrita em egípcio reformado. Estes caracteres são como as letras que foram gravadas nas placas de ouro’. "

Os irmãos presentes ficaram muito surpresos com o poder do profeta em revelar coisas ocultas. Após os ânimos se acalmarem, o professor disse-lhes friamente que seu profeta era basicamente um impostor e que o livro diante deles era nada mais que um Saltério grego! – Joseph saiu sorrateiramente do local. Apesar de exposto, os mórmons continuaram a acreditar nele!

Caswall contou este incidente ao Dr. Willard Richards, um apóstolo mórmon, e ele disse:
"Às vezes, o Sr. Smith fala como um profeta, e às vezes como um simples homem. Se ele deu uma opinião errada a respeito do livro, ele falou como um simples homem".

Caswall respondeu:
"Se ele falou como um profeta ou como um simples homem, ele se comprometeu, porque o que ele tem dito não é verdade. Se ele falou como um profeta, ele é um falso profeta. Se ele falou como um mero homem, ele não pode ser confiável, pois ele falou de forma positiva e como um oráculo, a respeito do que ele não sabia."


Será que esse evento realmente aconteceu? Porque há tão pouca evidência que corroboram o evento e a fonte primária é o próprio professor Caswall. Listamos as seguintes provas contra e a favor deste evento:

Provas contra o evento
A admissão de Grant Palmer de que só temos a versão do evento do professor Caswall.
Professor Caswall era um reverendo e crítico da Igreja, e estava procurando informações para refutar o mormonismo e seu fundador.

Provas que sustentam o evento
Como igreja, coloca o testemunho acima das ações, por que julgar o testemunho de alguém apenas porque ele é crítico da igreja?
Como apontado por Grant Palmer, o padrão é consistente com o de Joseph , determinar bem rapidamente o valor e o conteúdo de documentos desconhecidos que foram apresentados a ele.
O jornal conta a história publicamente no ano seguinte.
O livro publicado por Caswall chamado Three Days em Nauvoo.
A representação artística do evento publicado em Nauvoo, após três dias do ocorrido
Os artigos ou histórias do evento nunca foram contestados pelo apóstolo Dr. Willard Richards ou Joseph Smith, ou por qualquer outro membro da igreja após o evento ser publicado. Certamente, se Caswall nunca houvesse falado com Richards, o apóstolo teria contestado suas afirmações. Ainda, se Caswall contou ao apóstolo Richards sobre o incidente, certamente o apóstolo teria mencionado à Joseph e se o evento nunca tivesse ocorrido, Joseph o teria refutado. Porém, ele jamais o fez.

Professor Caswall provavelmente exagerou em alguns detalhes, embelezando a gramática de Joseph, fazendo-o parecer ignorante, mas com base no exposto, parece provável que o evento aconteceu como Caswall os relata.

Quão prejudicial é isso?

Se esta fosse a única questão concernete à tradução que desmereceria o profeta, então poderíamos dizer que não fora realmente uma tradução ou mesmo que Joseph havia cometido um erro quanto à identificação do documento.

Contudo, devido a problemas de tradução mais importantes e já identificadas pelos críticos, como o Livro de Abraão, Kinderhook Plates e a tradução da Bíblia de Joseph Smith, o incidente do Saltério grego precisa ser analisado, bem como ser procurada qualquer evidência de que Joseph era realmente um vidente e tradutor preciso.

Se realmente Joseph traduziu o Livro de Mórmon a partir de caracteres em egípcio reformado e se ele realmente traduziu o Livro de Abraão dos papiros egípcios, ele saberia o que são caracteres egípcios e o que significavam.

Alguns defensores da fé tem dito que alguns caracteres gregos são de aparência similar a alguns hieróglifos egípcios. Isso pode ser verdade. Entretanto, uma vez que Joseph traduziu dois livros inteiros (mais de 500 páginas) do egípcio reformado e antigos caracteres egípcios, ele saberia que os escritos gregos não eram um dicionário dos antigos hieróglifos egípcios. Sua incapacidade de reconhecer isso põe em dúvida sua capacidade de traduzir os caracteres do egípcio antigo ou do egípcio reformado.

Há uma diferença entre um incidente isolado e um padrão. O Saltério grego,o Livro de Abraão, as placas Kinderhook, e pode-se adicionar o Livro de Mórmon (provas de DNA, anacronismos, a falta de evidências arqueológica, antropológica, cultural, linguística e metalúrgica para apoiar suas reivindicações) revelam um padrão perturbador nos métodos de Joseph Smith a sua personalidade.

O depoimento de sua mãe sobre sua capacidade de espontaneamente inventar histórias sobre os antigos habitantes das Américas e da história que ele contou sobre o Zelph the White Lamanite, enquanto no acampamento de Sião em Missouri são compatíveis com este padrão. Ele parecia incapaz de resistir à oportunidade de se mostrar como um especialista qualificado para oferecer análises precisas. Este artifício também pode ser visto em sua tendência de usar subterfúgios para encobrir suas atividades polígamas.

Isto levanta questões sérias, para aqueles que são racionalmente justos e objetivos, sobre a credibilidade e autenticidade de Joseph Smith.

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