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 INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
LdM - DNA 2

A HISTÓRIA DE DOIS SUDs QUE USARAM O DNA NAS SUAS INVESTIGAÇÕES



  1.  Thomas Murphy

Vários investigadores usaram estudos de tipos sanguíneos e exames de DNA para mostrar que os nativos americanos estão intimamente relacionados com os habitantes da Sibéria.

Entretanto, Thomas Murphy, do departamento de antropologia da Edmonds Community College em Lynnwood, WA foi além. Ele foi criado como mórmon e decidiu examinar se os testes de DNA confirmariam que muitos, talvez a maioria dos nativos americanos são descendentes dos antigos israelitas. De acordo com o LA Times:

"Ele analizou os dados coletados por um projeto multimilionário de ‘genealogia molecular’ na Brigham Young [Universidade] e assim como outros, o projeto busca a ancestralidade dos indivíduos do mundo via DNA das amostras de sangue.”

Murphy concluiu que nos últimos milênios, os judeus e os nativos americanos não compartilham de ancestrais comuns. Se eles o fizessem, marcadores genéticos idênticos encontrados nos nativos seriam vistos nos descendentes dos hebreus. Ele concluiu que:

“O livro de mórmon é uma ficção do século XIX. E isso significa que temos que aceitar que, às vezes, Joseph Smith mentiu.”
Entretanto, ele acredita que “o livro pode ser uma ficção, mas também é inspirado.”

Ele contribuiu com um capítulo na antologia "American Apocrypha", na qual relata os resultados de sua pesquisa [1]. Esses dados foram de sua tese de doutorado na University of Washington.

Porém, Murphy enfrentaria o conselho disciplinar da igreja, marcado para 8 de dezembro de 2002, na qual ele seria excomungado por suas crenças – provavelmente seria o primeiro mórmon excomungado por pesquisa genética [2]. Ele concluiu que:

"As dificuldades para ficar na igreja estão grandemente organizadas contra mim. A fé mórmon vai sobreviver de uma forma ou de outra. A igreja católica sobreviveu à Galileu, mas eles tiveram que admitir que estavam errados.”

Michael Whiting, um especialista em DNA e professor assistente na BYU disse que o caso de Murphy marca “o primeiro desafio biológico” das escrituras mórmons. Ele disse que a comparação com galileu é “inapropriada... A diferença é que Galileo tinha a ciência correta. Eu não acho que Murphy a tenha.”

Os que apoiavam Murphy planejaram uma série de vigílias com velas em 8 de dezembro de 2002, em cerca de 10 cidades, incluindo a região externa do templo de Salt lake, UT. No último minuto, o julgamento da heresia de Murphy foi suspenso indefinidamente [3].

Matthew Latimer, president da estaca Lynnwood LDS, publicou um pronunciamento:

"As decisões relativas ao bem estar espiritual são um assunto privado entre cada membro e seu líder local da igreja. Infelizmente, esse assunto recebeu uma atenção significativa da mídia, e o Sr. Murphy declarou publicamente que minha decisão de fazer um conselho disciplinar é emocionalmente muito difícil para ele. À luz dessas considerações, creio que o melhor é não procedermos por enquanto”.

Grande parte das vigílias foram canceladas, exceto aquela próxima à igreja em Salt Lake. De acordo com a Associated Press:

"Em uma carta aos que o apóiam, Murphy disse que a intenção dessa reunião era de ‘chamar a atenção ao racismo e sexismo nas escrituras mórmon e argumentar contra a homofobia e a intimidação intelectual na igreja SUD’.” [2]

Em um pronunciamento escrito em 7 de dezembro de 2007, ele escreveu:

“O adiamento deste conselho disciplinar é uma verdadeira vitória para todos que são à favor de uma busca honesta pela verdade e estão aptos à falar contra as injustiças do racismo, sexismo, homofobia e anti-intelectualismo.”

Em uma entrevista no dia seguinte, ele disse que esperava pelo adiamento:

"...significa que agora está ok falar sobre o livro de mórmon como um trabalho de ficção do século XIX... E eu também estou esperançoso que a igreja esteja apta à abandonar seus ensinamentos que a pele escura é um castigo de Deus”.

Em 2005, ele disse que a pesquisa com DNA faz com que os líderes da igreja estejam desconfortáveis, pois mostram que o livro de mórmon é:

''...racista e de fato, errado. A igreja tem uma longa história de usar conselhos disciplinares para intimidar pesquisadores que trazem luz à verdades desconfortáveis.”[4]


  1. Simon Southerton:

Simon Southerton escreveu um livro que usa as evidências de DNA para contradizer os ensinamentos do livro de mórmon. Seu título é "Losing a Lost Tribe: Native Americans, DNA, and the Mormon Church" e foi publicado em 2004. Referente aos ensinamentos dos SUDs sobre a origem dos natives americanos, ele disse:

“Sabemos, a partir de evidências, que é completamente falso. A igreja precisa modificar essa doutrina.”

Ele era mórmon e foi ordenado a aparecer em um conselho com os líderes da igreja em Camberra, Australia, em 31 de julho de 2005, sendo acusado de adultério. Ele sugeriu que as autoridades da igreja preferiram acusá-lo de adultério do que de apostasia, porque o primeiro seria mais fácil de ser provado.

Tom Kimball, o porta-voz de Signature Books, os editores do livro de Southerton, disseram que esse autor poderia ser o sétimo dos seus autores excomungados da igreja. Préviamente, autores foram punidos por assumirem posições sobre o feminismo, história da igreja e filosofia.

Southerton seria o primeiro a ser disciplinado por um trabalho científico. Kimball disse:

“Especialmente se [o autor] é um santo dos últimos dias ativo, isto [o conselho] deve fazê-los pensar duas vezes sobre o quão longe eles querem ir” [4]

Em um email enviado à Associated Press, Southerton revelou que ele fora excomungado da igreja SUD. Apesar de ter sido originalmente acusado de adultéiro, ele foi excomungado por ‘ter um relacionamento inapropriado coom uma mulher.’

Ele alegou que dois anos antes havia confessado ter tido um relacionamento enquanto estava separado de sua esposa. Ele e sua esposa se reconciliaram e Jane Southerton testificou apoiando seu marido. Os líderes da igreja indicaram que eles não estavam evitando “o problema da apostasia e que a acusação que eles estavam investigando era mais importante.”

Southerton explicou em seu email:

"Agora estou convencido que eles pretendiam evitar no conselho a acusação de apostasia. Eu fui claramente instruído antes do encontro que se eu tentasse falar sobre DNA e minha apostasia, o conselho terminaria imediatamente e que ele seria terminado em minha ausência.”

Ron Priddis, gerente-diretor do Signature Books confirmou que Southerton foi o sétimo a ser excomungado por ter publicado um livro que critica as crenças da igreja. Ele chamou a decisão de “infeliz para Southerton e sua família.” Ele disse:

“Eu apenas esperava que houvesse um clima mais aberto e saudável apra a discussão de ciência e religião.”



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Notas:
1. Thomas W. Murphy, "Lamanite Genesis, Genealogy, and Genetics;" part of Dan Vogel & Brent Metcalfe, Eds., "American Apocrypha: Essays on the Book of Mormons," Signature Books, (2002). Read reviews or order this book safely from Amazon.com online book store
2. "Mormon Church May Penalize Grad Student," Associated Press, 2002-NOV-30, at: http://www.latimes.com/news/nationworld/
3. Peggy Andersen, "Disciplinary hearing for Mormon writer postponed indefinitely," Associated Press, 2002-DEC-8, at: http://seattlepi.nwsource.com/local/

4. Jennifer Dobner, "Another Mormon author facing excommunication," Casper Star Tribune, 2005-JUL-17, at: http://www.religionnewsblog.com/

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